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terça-feira, 22 de maio de 2007

Pao de especie

A célebre receita de pão de espécie que me foi dada pela Filipa tem feito tremendo furor em Buenos Aires. O Paulo aprendeu-a e todos os Domingos me faz um, que me fica para os lanchinhos de quase toda a semana (e sempre que tenha fome e vontade de comer algo docinho). Diria que faz parte do plano de engorda esboçado por certa pessoa que quer que eu recupere rapidamente o pneuzito; ou a poignet d´amour (literalmente, maçaneta do amor), como dizem os franceses. Com a interdição chocolateira na minha dieta, o pão de espécie fez-me companhia durante estes dias de travessia do deserto. E agora já posso voltar ao chocolate. Estreei-me na sexta-feira com um "100% Xocolat". Sim, sim, um "peti catu" ou "petit gâteau" ou "fondant" ou como lhe queiram chamar. E caiu-me muito bem!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Pudim de espinafres

Pudim de espinafres: fácil e ultra-mnham
Na semana passada, o Paulo e eu fomos à estação de correios-alfândega buscar as três caixas que eu tinha enviado de Lisboa com roupas, sapatos e... um livro de receitas, oferecido pela minha tia Alcinda.

O livro está perto de ter caído do céu (a avaliar pelo estado da embalagem, caiu mesmo): tem várias dezenas de receitas com vegetais. Não são necessariamente vegetarianas, mas a base é um ou mais tipos de vegetais. Ideal para mim, certo?

Ontem, já me sentindo com mais forças, decidi presentear o Paulinho com a primeira refeição por mim confeccionada após o regresso a casa. Comecei com algo fácil, o pudim de espinafres. Como é costume, adaptei uma série de coisas da receita, substituí uns quantos ingredientes, usei o forno um pouco às apalpadelas (é a gás... como é que eu sei se está a 180ºC?)... mas o resultado compensou! O pudim é delicioso e o calorzinho do forno sabe mesmo bem agora que a temperatura lá fora começou a baixar. Mnham!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Um vencedor

Sirop Folie, mnham mnham!

Ontem fomos jantar fora, para celebrar... ora, para celebrar qualquer coisa, que quando uma pessoa sai do hospital só tem vontade é de celebrar (mas devagarinho...).

Íamos experimentar um restaurante sobre o qual tinha lido uma boa crítica numa revista, um restaurante aqui pertinho de casa, para podermos ir a pé ao ritmo estonteante que eu consigo atingir. Quando lá chegámos, estava fechado para obras. Mas nesse mesmo becozito a oferta gastronómica não se esgotou numa porta fechada. E aí vimos o Sirop e, em frente, o irmão endiabrado Sirop Folie. Porque tinha um ar mais descontraído e uma iluminação mais clara, entrámos no Folie - e não nos arrependemos.

A decoração é simpática e o melhor de tudo é que tem sofás como cadeiras. Quem se senta do lado da parede, senta-se num sofá. Para mim, foi ouro sobre azul porque só desejava descansar as costas e encostá-las a algo confortável.

Passo a fase da ementa, que é resumida mas muito bonita, e passo directamente à comida. Vinho também não provei, portanto o ponto forte é mesmo, mesmo a comida.

Começámos com um "tapeo" em que o que os vencedores foram, claramente, as bolinhas de pão com gravlax (um salmão... curado, acho eu) e uns cogumelos dentro de uma massa frita muito delicada e saborosa. O resto era bom, sim, mas perto disto nem vale a pena referir. Mas o melhor estava para vir com o prato principal. Tanto eu como o Paulo escolhemos a corvina rubia a la plancha. E peixe, em Buenos Aires, é francamente um luxo. É tão raro haver peixe que até acho que eles não o cozinham bem, parece que o cozinham demasiado - pelo menos foi essa a sensação que tive no Chile, onde sim, há peixe, mas ultra-cozinhado. Mas o de ontem estava absolutamente de-li-ci-o-so. Dois lombinhos de corvina vinham acompanhados de uma salada de abacate e tomate e um arroz pilaf com uns toques de lima absolutamente divinais. Todos os sabores estavam equilibrados: os naturais dos alimentos com os complementares. Uma autêntica delícia.

A mim, soube-me pela vida, sobretudo depois de 15 dias a comer por via intra-venosa. Viva a comida verdadeira!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Irifune

Só para dizer que me reconciliei com o sushi, graças à perseverança do Paulinho e à mestria destes senhores:
Ah, como é difícil não fazer uma piadita parva com o nome do restaurante!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Que dificil e pagar

Na Argentina, o mais difícil no processo da compra é o pagamento. E não é que as coisas sejam particularmente caras. É porque é mesmo difícil pagá-las.

Ontem vivi mais um episódio que fortalece esta minha teoria. Fui ao supermercado (a escolha da hora não ajudou, é certo) comprar "umas coisinhas" que me faltavam para o jantar. Em dez minutos tinha reunido o que me faltava. Começou o dilema: qual das caixas escolher? Não só porque cada caixa aparenta ter uma especificidade ("pagamento com cartão? hmmm... não"; "envíos a domicilio? hmmm, também não, levo eu", "embarazadas y discapacitados? pois, não estou nem sou, digo eu, mas ainda que estivesse ou fosse, seria para pagar com cartão ou dinheiro dava?", "caja rápida, menos de 10 unidades? rápida não parece ser, tem filas até à charcutaria... e eu tenho para aí 11 unidades, não dá") como também em nenhum lado há troco. É que não há troco de nada, não é propriamente de pagar uma despesa de 10 pesos com uma nota de 500 (nem sei se há nota com valor tão alto, mas vá).

Esperei, esperei... olhava para as pessoas e ninguém - repito, ninguém! - se enervava! Que mistério! Concluí portanto que quem vai ao supermercado em Buenos Aires à hora de ponta tem mais paciência do que quem aguenta o trânsito do IC19 ou da ponte diariamente. Aparentemente todos sabem o que vão encontrar pelo caminho (trânsito), mas a malta de cá é nitidamente mais tranquila.

Finalmente, após trinta ou quarenta minutos (!!!), chegou a minha vez. A minha despesa era de trinta e poucos pesos, dei uma nota de cinquenta. E aí compreendi a causa da demora:

"Algo más chico, tenés?"

Ora vamos lá ver, algo más chico do que uma nota de 50... então só se fosse 10. E 10 não dava para pagar a despesa de 30 e tal. E, bem, eu tinha dado uma nota de 50 porque - justamente - não tinha dinheiro trocado.

Chama supervisora, pede troco à supervisora. Esperamos supervisora, que é chamada por não sei quantos caixas ao mesmo tempo. Sim, porque há que relembrar que era hora de ponta. E à hora de ponta não havia troco nas caixas. Conclusão: quem trocou o dinheiro foi o cliente que estava atrás, que lá fez o jeitinho.

A coisa boa é que neste supermercado há queijo fumado. Só por isso, já vale a pena.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Jantar marroquino

Não dá. Não há post que faça verdadeira justiça ao magnífico jantar que a Ana preparou para a minha despedida, na sexta-feira passada. Não há como explicar a sucessão de sabores maravilhosos e exóticos sobre a mesa. O prato era pequeno para tanta coisa tão boa!

Começámos com os aperitivos.

Não, mentira, começámos com a sangria. Muito pouco marroquina, mas muito, muito boa. De marroquina tinha talvez as especiarias!

E depois, sim, os aperitivos, enquanto esperávamos a chegada de todos os convivas. E que aperitivos! Duas pastas para barrar no pão, em aspecto vagamente parecidas com o já velhinho Tulicreme, em sabor diametralmente opostas. Uma, vermelho bem vivo, com um aroma a cominhos de comer e chorar por mais; a outra, com uma percentagem significativa de sementes de sésamo na sua composição, tinha a capacidade de aderência (ao dente e ao palato) dos vendedores nocturnos de rosas. Apesar da semelhança, e contrariamente a estes, presumo, sabia bem.

Mas não se pense que tudo se esgota nos aperitivos, porque não! Finalmente desfez-se o suspense da semana quando a Ana nos chamou à sala para nos irmos servir. E o que estava em cima da mesa... ui! Para mim, o melhor foi o peixe. Aquele peixe... só não me fui servir de mais porque infelizmente já não dava! O couscous, as kefta (almôndegas de carne de vaca), a salada de iogurte e a outra, de aipo e maçã, a "pastilha", massa folhada polvilhada com açúcar e canela e recheada de carne... que coisa absolutamente de sonho. Fiquei com pena de não ter levado recipiente para os restos.

Salvé, Ana, salvé a tua iniciativa, o teu gosto pela cozinha e o teu espírito exploratório e inventivo na criação de ementas para jantares! Alimenta as tuas cobaias, sim!

Ai... só suspiro... felizmente está para breve a tua visita a Buenos Aires!

A bela "pastilha" com açúcar e canela

Peixe espada com coentros e outras coisas boas que não identifiquei

A mesa, o prato e a minha barriga: todos pequenos para tanta coisa boa

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Felicidade II

Só de pensar na lula frita que vou comer hoje à noite no chinês da Baixa... hmmm... só por isso já se devia pintar Portugal de vermelho bem carregado no mapa da felicidade.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Felicidade


Em Portugal somos medianamente felizes, na Argentina um pouco mais... Esta diferença deve ter alguma coisa que ver com o gelado de banana do Freddo!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Almoço no jardim


Abençoado seja o nosso clima lisboeta, que nos proporcionou uma hora de almoço repleta de sol no jardim do atelier!

domingo, 14 de janeiro de 2007

Ementa colorida

Na quinta-feira ao almoço o meu prato estava tão bonito que não dá para não comentar aqui.

Copiei e adaptei uma receita da Ana com beterraba ("colhida à meia-noite de uma noite de luar"), que molhei em natas ("numa delicada cama de crème batido"). Para acompanhar, fiz um arroz simples, com um pouco de queijo de cabra por cima ("arroz perfumado de jasmim com raspas de chèvre DOP português").

O resultado foi uma refeição bicolor sobre o prato azul translúcido. A cor da beterraba, diluída no molho de natas, resulta num cor de rosa tão vivo que até parece estar recheado de corantes artificiais (mas não!)... e o resultado, com umas ervinhas aromáticas por cima, foi divinal. Só foi pena não fotografar!...

domingo, 26 de novembro de 2006

Mnham II

Hoje almoçámos "iam tchá" no restaurante chinês do Casino Estoril. Para além do "dim sum", pedimos ainda massa de fita larga com carne de vaca (algo como "cong chau ngau hoc") e arroz chau chau, encomendando-nos respectivamente a uma "longa vida" cheia de "dinheiro". Complementámos ainda com um prato de vieiras com espargos e outro de legumes chineses variados. Com muita raiz de lótus, para fazer bem à pele.
Ensonada e afundada numa cadeira de crescidos com uma almofada debaixo do rabo, a Carolina imitava-nos com os pauzinhos, dando de comer a quem estivesse por perto. Enquanto isso, pedia "papa" à Mamã, e certificava a sua qualidade com expressivos "mnham mnham!".
Terminei com um pudim de manga do além, ou melhor, com O pudim de manga (tento conter a actividade das minhas glândulas salivares, protecção do teclado oblige). Agora tenho de ganhar coragem para arrumar a minha casa e "desmoer" o almoço... de preferência antes do jantar.

Mnham

Acabei ontem de ler "Fortune´s Rocks" de Anita Shreve. Está cheio de palavras saborosas como "chignon", "petticoat", "muslin" e "stockings". Mnham mnham.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Patanisca

Fui pagar a renda da minha casa. Claro que isto não teria história nenhuma, não fosse o facto de o meu senhorio ter uma tasquita ao Cais do Sodré e ser precisamente aí que eu vou entregar o cheque todos os meses. Bem, nem mesmo assim seria digno de nota, não fosse o meu senhorio um senhor galego muito simpático que, na sua gentileza, faz questão de me servir um "pastelito" e um "suminho", não importa a hora a que eu lá vá (serve "suminho" às meninas, um copo de vinho ou de cerveja aos rapazes). É aí que está o busílis: esta manhã, o pequeno-almoço ainda acabado de chegar ao estômago, o meu senhorio serve-me um prato de calamares (fritos) e outro com pataniscas (fritas, evidentemente). Nunca sei muito bem o que fazer nesta situação, portanto tento o meio-termo e como qualquer coisita, para não fazer a desfeita. E assim, às 9h30 da manhã, estava eu a comer de faca e garfo uma bela patanisca de bacalhau. Justiça seja feita: era mesmo muito saborosa.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Ceviche

Eu tinha absolutamente que dizer algo sobre essa maravilha gastronómica que é o ceviche, um prato peruano feito com peixe cru marinado em sumo de limão, cebola e rocoto (uma espécie de malagueta). Para quem, como eu, não acha grande graça a sushi, o ceviche é para cima de verdadeiramente espantoso. Agora, as cevicherias são para mim espaços sagrados.