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sábado, 17 de março de 2012

Boquete, Panamá

Já sei que para os leitores brasileiros deste blog o nome "boquete" significa outra coisa totalmente diferente. Mas para os efeitos deste post, Boquete é uma terra panamenha, na encosta do vulcão Barú, pertinho da fronteira com a Costa Rica. Encontra-se a 1600m acima do nível médio das águas do mar, o que significa que goza de um clima tropical de altura. Traduzindo, apesar do sol ser quente, as sombras são fresquinhas e a noite pede agasalho.

O caminho até lá leva cerca de 7 horas pelas estradas panamenhas. Apesar de longo, a paisagem é linda, sobretudo a partir da cidade de Santiago, porção em que somos acompanhados pela visão da cordilheira central, coberta de nuvens.

Devido às suas características climáticas e topográficas, em Boquete há morangos (todo o ano!), café de altura e muitas, muitas flores. Há trilhos na montanha, rios com quedas de água, escaladas, rafting e outras aventuras.

"Se Vende"

Queda de água, a recompensa pela caminhada

Ponte suspensa sobre o riacho

River uphill from Boquete

River uphill from Boquete


Uma família abastada chiricana (da província de Chiriquí, onde Boquete se situa) decidiu fazer um enorme jardim e abrir as suas portas ao público: Mi jardín es su jardín, aberto entre as 9 e as 16 e de entrada livre, é um jardim cuidado, com laguinhos e peixes, pontes, flamingos de plástico e piscinas com formatos estranhos. É imperdível, não só pelo fogo das buganvílias como também pelas casas, que podemos apreciar de fora. É incrível ser um jardim privado aberto ao público e tão, mas tão cuidado.

"Mi jardín es tu jardín" I

"Mi jardín es tu jardín" II

"Mi jardín es tu jardín" III

"Mi jardín es tu jardín" V

Também há a visita às lojas de morangos, onde se faz de tudo um pouco com esta fruta: batidos, gelados, iogurte, molhados em chocolate ou caramelo, morango split e outras variações que tais. E isto, caros leitores, todo o ano. Todo o ano! E doces! E deliciosos! Comi ao natural, claro está, para quê inventar quando o original já é o que é?

Visitámos uma quinta de café, a Finca Lérida, onde pudemos fazer a visita guiada e aprender muito sobre esta cultura. Nunca tinha visto a árvore do café, nem provado o sabor da fruta, à qual chamam "café cereja". É doce, mas não deve ser comida. O café, o grão de café, é o caroço deste fruto. Desde a sua colheita até à chávena, vão várias etapas de processamento, de três tipos: natural, em que o grão seca dentro da polpa, tal qual foi apanhado; honey, em que o grão passa uma parte do tempo dentro da polpa; e lavado, em que é separado da casca e polpa logo ao início. Depois deste processamento, são comprados por distribuidores, que o torram, embalam e vendem.

Fruit and grain, fresh off the coffee tree

Prontos para a prova de café

Laboratório de café

IMG_7350

Horta de cheiros



Finalmente, a comida: em Boquete há uns quantos restaurantes altamente recomendados. Têm fama, e merecem-na: The Rock e Panamonte foram os visitados e em ambos comemos regiamente. O primeiro tem um ambiente muito acolhedor, com a sua lareira, iluminação e espaço fantástico; o segundo localiza-se numa casa antiga, também muito bonita e arranjada. Ficaram muitos por experimentar - da próxima vez será, que Boquete ficou na lista dos lugares a repetir.

De volta a casa, pelos caminhos do Panamá

(Mais fotos aqui.)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Não é não mas depois vai-se ver e talvez

Shopping downtown PTY #panamá

Esta é uma das retrosarias onde me costumo abastecer aqui no Panamá. É aquela em que, um certo dia, me obrigaram a trazer um saco plástico porque o dono não era ecologista. Podem ter agora a dúvida - justificada! - de porque é que continuo a lá ir e a resposta é muito simples: é que não há grande alternativa.

Quando comecei a fazer o quilt (já terminado, nem sei porque é que ainda não o mostrei aqui), notei que o meu x-acto de tecidos, uma jigajoga parecida com um cortador de pizza, era mauzito. Em vez de cortar, vincava, e não havia lâmina que cortasse, depois de experimentar todas.

Pus-me portanto à procura de um novo. Cá, curiosamente, a resposta é que tal coisa não existe. Não é que não têm, mas sim que não existe. Que não há, que não trazem e que não existe, e não há volta a dar. Não é não é não.

Ontem, fui lá de novo e casualmente fotografei a parede exterior da retrosaria, tematicamente decorada. Deve ter sido bem bonita em tempos que já lá vão, mas hoje está descascada, numa rua onde cheira a chichi e o lixo abunda.

O algodão, contudo, não engana: vejam lá que objecto está representado no canto superior direito, acima da fita métrica.

Sou só eu que vejo o tal objecto que não existe porque não há e não se fabrica?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cada qual com seu amigo

Antes do concerto do @drexlerjorge

Há uns meses atrás, uma das actividades que a minha sobrinha mais velha fez com a outra tia emigrante foi a de escrever uma carta ao Pai Natal. Começou-a com, pasme-se, "Meu velho amigo Pai Natal".

Pois é, decidi seguir o exemplo dela: meu velho amigo Jorge Drexler, na quinta-feira passada fomos ver-te no concerto que deste aqui no Ateneo da Ciudad del Saber, no Panamá. E foi tão bom. Entraste sozinho em palco, com as caixinhas de sons que pontapeaste e desligaste, encantaste-nos com a tua comunicação cantada com o público, chamaste colaboradores ocasionais para tocarem outros instrumentos. Enfim, vim de lá com a alma lavada, apesar das condições de som não terem sido as melhores.

E a temperatura, nossa, a temperatura. Num país onde se usa e abusa do ar condicionado, nós víamos-te a tirar casaco, arregaçar mangas, limpar a testa. E nós, na plateia, tirávamos casacos e arregaçávamos mangas, porque alguém se lembrou de desligar o ar, apesar da sala cheia e do país tropical.

Quando saímos, levezinhos e a flutuar de alegria, a noite estava fresca e levantou alguma pele de galinha.

Foi o fim de noite perfeito para o concerto que tão generosamente nos deste. Espero poder rever-te numa sala de espectáculos melhor, com melhores condições, mas já sei que um concerto teu é bom, seja onde e como for. Obrigada.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Surpresas

Chegou hoje, ainda por cima autografado. Surpreendente presente, estou contente!

Hoje, quando cheguei à estação de correios e abri o meu apartado, tinha um envelope gordinho. Lá dentro, uma surpresa: um presente de aniversário (adoro presentes).

Com cuidado, tirei o a gordura do envelope e vi que era "A Montanha Mágica" do Rodrigo Leão. Eu, fã inveterada do artista, fiquei muito, muito feliz.

Mas a surpresa não se ficou por aqui. Atrás está um autógrafo do Rodrigo Leão, autógrafo esse conseguido pela minha mãe-agente-representante da filha, que é fã.

Obrigada, adorei! E já ouvi e vi e vou ouvir muitas mais vezes.

Portugal fica um pouquinho mais perto (continua a faltar o cozido...).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Zine de Fevereiro

We´re in Panama, issue 21

Já que vamos embalados com o tema zine, aqui está o número de Fevereiro. Espero que gostem!

Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tardes de Verão

Tarde de Verão II #panamá

"Verão", cá, tem um conceito estranho. Na verdade, é "seco", não "mais quente". E os dias têm sido, bonitos, com pedaços de céu azul à vista, umas nuvens bonitas e fotogénicas a esconder teatralmente o sol que se põe. São dias curtos, que em apenas dois meses se transformam numa doce recordação e numa vontade de que voltem de novo.

Não há nada como o Verão em Portugal, é certo; mas esta estação seca tropical também tem os seus encantos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Arroz doce

Arroz doce

Nunca tinha feito, segui as indicações maternas, e saiu bem. Foi provado e partilhado por um casal colombiano, um casal chileno-mexicano e nós os dois. Em todos os países que estiveram representados à volta da nossa mesa, há uma versão desta sobremesa, ora mais caldosa, ora mais alaranjada, com canela, sem canela.

Mas tenho para mim que, como o nosso, não há. (Foi o meu comentário nada tendencioso do dia.)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dias de chuva

Cá, os dias de chuva são assim:

Dias de chuva I

Cinco minutos depois:

Dias de chuva II

Vejam a vista da varanda: felizes e contentes com uma nesguinha de céu azul...

Cinco minutos antes

...e cinco minutos depois é este o panorama:

Cinco minutos depois

Entre Abril e Dezembro, este espectáculo é diário, às vezes com mais que uma sessão por dia.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Há sempre "alguito" que contar

Cada vez que necessito recorrer aos correios panamenhos saio da estação com material para mais um episódio da grande, recorrente e repetitiva telenovela subordinada ao tema "podia ser fácil mas por que não ser difícil".

Precisava enviar duas cartas. Duas. Não precisava de pagar o apartado, nem pagar contas, nem levantar a minha reforma, nem nenhuma remessa de dinheiro. Duas cartas, nada mais. Quando cheguei, às onze da manhã, tinha oito pessoas à minha frente. Já sei que cada pessoa leva, mais coisa menos coisa, dez minutos a ser atendida. Prometia.

Apesar das oito pessoas à espera, em pé, só havia um balcão a funcionar. No fundo, vários funcionários trabalhavam (ou não) e atrás das caixas de apartado ouvia-se muita converseta. Esperei e esperei; a fila ia-se movendo, muito lentamente. No Panamá, os reformados têm prioridade no atendimento público, por isso, quando chegou um senhor de cabelo branco (que seria atendido depois de mim), foi atendido à frente dos restantes clientes, que continuavam pacientemente à espera.

Às tantas, apareceu um senhor semi-executivo, cheio de pressa. Amigo da chefe de estação, de agora em diante conhecida como generala, chamou-a e ela veio, toda querida e simpática. O senhor precisava de pagar o apartado, e não tinha muito tempo, ao que ela prontamente respondeu que não se preocupasse. Foi buscar a ficha dele ao arquivo, recebeu o dinheiro, prometeu-lhe o recibo entregue no respectivo apartado e que não se preocupasse. O homem, recado despachado, abalou.

E nós à espera.

Fui ao balcão e dirigi-me à generala, para com muito respeito dizer que não era justo que atendesse o senhor quando nós estávamos ali todos à espera havia vinte e cinco minutos, já para nem falar do facto de haver só uma pessoa a atender e tantas no trabalho de bastidores.

A generala, que não gosta de ver a sua liderança contestada, ficou uma fera: que não tinha atendido o senhor coisa nenhuma, mi amor, que não podia ter mais gente ao balcão porque a estação estava em remodelações, mi amor, eu que lesse os letreirinhos todos (ela usou o diminutivo), que sempre que lá ia tinha "alguito" que dizer, que eles até me tinham oferecido o apartado, mi amor.

Na fila, ninguém dizia nada. Eu, se há coisa que deveras aprecio é que me tratem com condescendência e me façam de parva: que ninguém me oferecia absolutamente nada e que eu pagava o apartado; que via o funcionário a atender em mais que um balcão, só que só havia um funcionário para três guichets, e que finalmente se eu tinha "alguito" que dizer era porque ela estava ali para me prestar um serviço que eu pagava e que se o serviço não era bom eu tinha todo o direito de fazer uma reclamação.

A troca durou uns minutos mas depois tive de me ir embora porque tinha outro compromisso. Quando voltei, o funcionário que me atendeu foi ainda mais amável do que é habitualmente. Acho que lá na estação alguém ficou contente por ver a déspota a ser posta no seu lugar.

Chego à conclusão de que cá no Panamá o que importa é quem fala mais alto. E que muito pouca gente ousa falar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Encontros e ervilhas

Desde que nos mudámos para este prédio onde vivemos que os elevadores têm sido palco de muitos encontros curiosos. Um deles, num dia em que levava a bicicleta comigo, foi com um senhor muito castiço, seguramente com idade para ser meu pai, de cabelinho muito branco, muito magrito e muito bem disposto.

Com uma bicicleta no meio, a conversa de circunstância andou à volta desse assunto. Assim me contou ser holandês, dividir o ano entre o Panamá e a Holanda e ter saudades de ser ciclista durante as suas estadias tropicais.

E, a partir daí, sempre nos cumprimentámos e trocámos umas palavras, ou em inglês ou em espanhol. O tempo, a bicicleta, o café do lado, tudo servia de assunto para a nossa curta converseta.

Na sexta passada, após um ano e meio de encontros de elevador, este senhor conta-me que em Abril volta à sua Holanda natal para um casamento de um familiar, e também para aproveitar o Verão europeu.

Como eu desconheço Verão europeu mais bonito que o português (sei que a minha idoneidade na matéria é absolutamente discutível, mas obviemos isso), disse-lhe exactamente isso. Ele achou curioso que eu soubesse como era o tempo em Portugal... até que lhe contei que era portuguesa.

Foi uma alegria! Não é que o senhor viveu onze anos em Lisboa, no mesmo bairro e tudo? E viemos nós cruzar-nos no Panamá.

O mundo é uma ervilha, está visto.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

E agora, algo totalmente diferente

Quilt top

O meu primeiro quilt! Ainda não está terminado, mas tem sido a minha diversão de fim-de-semana (isto é, depois da praia).

Quilt top, up close and personal

Digamos que não tornei a minha vida mais fácil ao escolher, para primeira tentativa, um esquema que pede alinhamento horizontal e vertical, mas, apesar de todos os seus pequenos defeitos, amo de paixão esta colcha linda que está a nascer. É a minha primogénita, e dizem que não há amor como o primeiro!

Quilt top

Ainda o quilt não está terminado e já fica tão lindo no sofá! Não que seja o objecto mais necessário num país tropical, convenhamos, mas um dia destes havemos de nos mudar para uma latitude mais alta e aí, sim, será usado.

The back

Gosto tanto dele, que até o avesso me parece interessante - algo reptiliano, talvez? Ou como escamas de peixe... enfim, desvarios de uma "costureira"* apaixonada, é o que é.

(*"Costureira" merece umas enormes aspas, porque eu não sou mais que uma principiante. Que gosto, gosto sim senhores. Agora daí a ser costureira... falta.)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desenvolvimentos

Antes de mais, quero agradecer todos os comentários ao post anterior. Respondi a todos, lá mesmo ao lado. Também já fiz reclamações junto da recepção (sim, o edifício tem-na) e da administração (idem).

A conversa na administração foi interessante. A senhora, muito compungida, disse-me que estava de acordo comigo mas que tinham ordens da Junta (a comissão de moradores) para não autorizar a utilização dos elevadores principais por "empregadas e animais". Claro, perguntei-lhe se não achava ligeiramente idiota manter as pessoas à espera, no rés-do-chão, só porque a dita Junta não autoriza. "Es que después nos regañan, señora", explicou-me.

Aqui, tive de lhe dizer que me parecia muito estranho que eles tivessem medo de receber uma reprimenda por fazer uma coisa justa e normal. Continuo sem entender isso, mas a discussão aqui sai sempre no mesmo: a ordem vem de cima e que depois recebem uma repreensão. Não entendo: não pensam? Correm o risco de despedimento? Que será?

A nossa empregada, que se tem revelado um autêntico braço direito, uma colaboradora fantástica, já está instruída: da próxima, usa o intercomunicador para me chamar. Quem ousar proibir que ela suba comigo no elevador vai ter a vida bem difícil.

Haja paciência...!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Coisas às quais não me consigo adaptar

No fim-de-semana passado estivemos a ver o filme "The Help", que conta as muitas histórias de como as empregadas de limpeza - negras - eram tratadas pelos seus empregadores brancos nos Estados Unidos. Os episódios contados pelas empregadas são o retrato de uma realidade que existiu até há pouco tempo nos Estados Unidos e que, infelizmente, continua a existir no Panamá.

Ontem, esperávamos a chegada da empregada às sete e meia da manhã. Contrariamente ao que é habitual neste país, ela é do mais pontual que existe: chega sempre antes, e depois faz tempo para tocar à campainha à hora certa. Por isso estranhei terem passado dez, quinze, vinte minutos. Nada.

Chegou trinta minutos depois e explicou-nos que no rés-do-chão a tinham retido, bem como às outras empregadas que entretanto se foram juntando. Confesso que não estava a entender porquê, mas sei que para alguns dos meus vizinhos a entrada no prédio deve ser mais vigiada que uma alfândega. Aqui, já espero tudo, por razones de seguridad.

Tudo, tudo, não: impediram-lhes o acesso porque àquela hora os funcionários do edifício estavam em plena recolha do lixo, usando o elevador de serviço. Ora a torre em que vivemos dispõe, para além deste elevador, de dois elevadores "principais" (ou seja, para os residentes). Concluindo, estas mulheres tiveram de esperar lá em baixo porque os funcionários da recepção, a mando da administração do condomínio, não as autorizaram a usar estes dois elevadores, que estavam desocupados. Porquê? Porque "empregadas e animais" (e, aparentemente, os próprios funcionários) não os podem usar.

Há dias em que não tenho palavras para expressar o desprezo que sinto por aquelas pessoas que, ao sentir que têm um dedinho de poder, o usam da forma mais autoritária, imbecil e dominadora possível.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Olha a zine sequinha!

Ora aí está o número da zine que não fala nem de chuva nem de humidade:

We´re in Panama, issue 20

Ah, estação seca, que bom ver-te de novo!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A última zine do ano!

Custa crer que este blogue esteve caladinho mais de um mês. Dezembro foi tão, mas tão agitado que praticamente não houve tempo para nada, daí o silêncio.

"We´re in Panama!", issue 19

Para terminar o ano em grande estilo, aqui fica a notícia de que a última zine do ano, que já é a 19.ª!, está no ar e pode ser descarregada precisamente aqui.

Espero que gostem, que determinado público se divirta a colorir (eu conheço duas meninas pertencentes a este grupo) e que depois sigam para o facebook para fazer o like da página.

Vemo-nos em 2012!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Está no ar!

We´re in Panama, issue 18

A zine de Novembro está no ar e disponível aqui. Este mês, versa sobre a temática festas pátrias e os muitos feriados com que os panamenhos celebram as efemérides da sua história.

Vão ler, vão! E depois, só mais um saltinho ao facebook para fazer like da página da zine e acompanhar as novidades.

Espero que gostem!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Houston, digo, Panamá: we have a problem



Quando uma universidade não sabe conjugar o presente do indicativo do verbo "tener" (ter), claramente temos um problema.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Uma mantinha muito especial

"Hugo" baby blanket

"Hugo" baby blanket

"Hugo" baby blanket

Esta mantinha, para mim muito especial, foi feito para o bebé de uma amiga que fiz cá no Panamá. Este "pequeno humano", que chegará em meados de Dezembro, vai ter uma manta luso-panamenha, tal como ele próprio, à sua espera. Espero que ele goste tanto dela quanto eu gostei de a escrever, bordar e coser. Foi feita com muito:

"Hugo" baby blanket

(A mantinha é abbrigate*, claro. Para quem quiser encomendar uma, é só dizer.)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Panamagusto

Panamagusto

Ontem, Domingo, celebrámos o São Martinho (com algum atraso, é certo) aqui no Panamá com um magusto muito peculiar. Graças a uma das nossas convidadas, tivemos direito a castanhas cozidas e assadas (oba, oba!); mas o cardápio de iguarias portuguesas não se ficou por aí. Tivemos pastéis ("bolinhos, bolinhos!") de bacalhau, salada de polvo, feijoada, tremoços e azeitonas, cerveja e vinhos; entre eles, vinho português, em representação da jeropiga. De doces, tivemos um pudim e chocolates com vinho do Porto.

Uma das descobertas da data foi a de uma semente de palmeira chamada pixbae e que tem o nome científico de Bactris gasipaes. Tem uma polpa fibrosa e um gosto que faz lembrar o da castanha, talvez misturado com o da abóbora; é endémica desta zona e por isso foi uma excelente descoberta. Já imagino purés de pixbae tanto em doces como acompanhamento de salgados.

Foi um excelente convívio e desde já agradeço a todos terem vindo e participado com tanto entusiasmo. Fica, contudo, a dúvida: com tanta cadeira e sofá, porque é que falámos horas e horas em pé?

Manhã sebastianesca

Manhã sebastianesca
Uma manhã sebastianesca.

Esta manhã, o panorama ao acordar era o de vivermos nas nuvens (confere, claro, dado que vivemos no 49.º andar e muitas vezes termos as nuvens ao lado, não acima). Mas hoje a nuvem era diferente, porque se foi retirando, paulatinamente, descobrindo aos poucos os prédios que vemos daqui da janela. Será que o céu azul que se vê é sinal que a estação seca se aproxima? E que estas chuvas diluvianas vão dar tréguas? Será?