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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Viagens no tempo

Kennedy Space Center, FL

Kennedy Space Center, FL

Kennedy Space Center, FL

Depois da loucura dos parques temáticos da Flórida, o senhor Príncipe convenceu-me, e ainda bem, a visitar o Kennedy Space Center. O tempo já estava a ficar ruim com a aproximação do furacão Sandy, pelo que me desapetecia uma ida a uma das famosas praias locais.

E assim fomos nós, montados no nosso GPS e comigo de co-pilota, de mapa na mão, Flórida fora. Aqui que ninguém nos ouve, era perfeitamente desnecessário. Há indicações em todo o lado e só as viragens à direita com o semáforo vermelho eram vagamente confusas. Mas só vagamente, nada que tenha atrapalhado o meu condutor.

Kennedy Space Center, FL

O Kennedy Space Center bebe um pouco da loucura dos parques temáticos e tem salas de cinema imax 3d e um simulador de voo espacial. As exposições são muito interessantes: uma, sobre a história da conquista do espaço e da picardia entre os blocos ocidental e oriental, fala dos primeiros foguetes. A exposição transporta-nos até aos anos 60, depois 70. Foi uma alegria encontrar ícones da minha infância, como o View Master, ver o Sputnik e a sua bandeira da CCCP, telefones de disco e outras coisas que tais.

Time travel courtesy of #nasa and Kennedy Space Center. #fl

(Ponha o dedo no ar quem reconhece o View Master da sua infância!)

Experimentámos o simulador de voo e vimos uma documentário sobre a o satélite Hubble, no cinema em 3d. E, quem havia de dizer, gostei imenso de ir.

Como tudo fecha cedíssimo, vale a pena ir mais cedo para aproveitar o tour de duas horas que leva os viajantes até ao Cabo Canaveral e ainda passar pela loja, onde há muitas lembranças giras, desde astronautas de papel a emblemas para coser.

Lego!

Lego!

Dali seguimos para o que nos faltava ver do mundo Disney, o "Downtown Disney". Trata-se de uma zona cheia de restaurantes, cafés, cinemas e salas de espectáculo, bem ao estilo de mundo a fingir da Disney. O ponto alto foi a loja de legos, onde entrámos. Não conseguimos lugar para jantar, de maneira que saímos alegremente da zona e fomos dar, curiosamente, com o melhor restaurante de Orlando e seus arredores, um cochicho perdido num complexo de fama duvidosa que serve uma deliciosa comida indiana. Chama-se New Punjab Indian Restaurant e em Orlando foi a única refeição realmente recomendável; entrou directamente na categoria de comida da mãe, isto, claro está, se a minha mãe fosse do Punjab.

O dia seguinte seria o nosso último em Orlando, e decidimos que não nos poderíamos ir embora sem conhecer a cidade.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Na Flórida, parques temáticos

Tanto eu como o Príncipe tínhamos, em criança (e não tão criança) visitado os parques temáticos da Disney (eu também tinha visitado o da Universal Studios, na Califórnia, aos onze anos). Por isso, ambos tínhamos vontade de revisitar e, quem sabe, voltar a sentir a magia que nos lembrávamos de ter sentido.

Tínhamos alguns dias e pensávamos que os íamos encher de parques temáticos. Não foi o caso, porque ao segundo dia já bastava, mas esses dois dias foram muito apreciados e aproveitados.

No primeiro, comprámos bilhete para visitar o Islands of Adventure, no complexo da Universal Studios. Neste complexo há dois parques, uma zona de lazer com restaurantes e lojas, para a qual não é necessário adquirir bilhete. Há também um hotel. Nós decidimo-nos por só comprar bilhete para um parque, e estou convencida de que fizemos bem.

Chegámos pela fresca, assim que abriu. Delirei com a arrumação dos carros no parque de estacionamento: havia funcionários que iam organizando o preenchimento dos lugares não pela vontade dos condutores mas por ordem. O primeiro carro ficava no último lugar da última fila, o penúltimo imediatamente ao lado. Assim que se preenchia a última, avançava-se para a penúltima e repetia-se o processo. Assim deixámos o carro num instante e preparámo-nos para um dia de muita caminhada.

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Primeira paragem, o bairro do Harry Potter. Esta secção é recente e tem duas grandes montanhas-russas, uma mais pequena ("familiar", como lhe chamam) e outras atracções divertidas. Muitas lojas, onde é possível comprar roupa, varinhas mágicas, capas, enfim, mercadoria relacionada com o tema. Confesso, não sou fã: mas o bairro está muito bonito, a imitar uma vila medieval inglesa, com casas inclinadas, telhados nevados e umas barricas onde se vendiam bebidas e lanches.

A bebida favorita da zona é a butterbeer, que nós também quisemos experimentar. Imediatamente foi eleita a pior coisa de todas as férias, e conseguiu manter o lugar até ao fim dos quinze dias. Feito impressionante e indiscutível, a butterbeer é um refrigerante com sabor a caramelo, talvez a bolacha de caramelo, com gás. E... bem, para mim, intragável. Mas uma experiência interessante.

Candy for Harry!

At Islands of Adventure

Look!

As montanhas-russas da zona são muito giras, movidas e cheias de altos e baixos, mas a mais impressionante é a do Hulk. Foi também eleita como a melhor do dia, e foi bem divertida. Quando fomos, comecei por sofrer um bocadinho de medo, acabei a sofrer de falta de equilíbrio, mas o percurso tem uma surpresa, logo ao início, que acaba por marcar todo o itinerário de altos e baixos. O Príncipe repetiu e eu tirei-lhe várias fotografias. Quem o encontra?

The Hulk roller coaster

No dia seguinte fomos para o conjunto de parques da Disney, com um bilhete multi-parques nas mãos. Visitámos o Epcot Center, em primeiro lugar, e depois apanhámos o monorail para o Magic Kingdom.

Epcot Center Dome

O Príncipe queria rever o primeiro por ter lembranças dignas de ficção científica de quando tinha visitado, há 26 anos atrás. Pois bem, o Epcot Center continua praticamente como estava nessa altura. Depois tem uma parte, à volta de um lago, com representações de vários países. Pagodes na China, pizzarias na Itália, templos japoneses, enfim, não muito interessante para quem tem vontade de visitar os próprios países, não o pedaço feito de gesso.

Main Street

Band on Main Street

Dali fomos para o Magic Kingdom, a "Disneylândia" pura, com paradas, a Avenida Principal, o castelo das princesas ao fundo. O ambiente, esse, continua mágico. A secção chamada "Tomorrowland" parece mais "Yesterdayland", mas mesmo assim tem atracções novas e as antigas continuam a ser divertidas.

(Aqui entre nós, a senhora que ia atrás de mim na Space Mountain soltou um só grito... contínuo, do princípio ao fim da viagem.)

Fun!

Look, it's a quilt!

The castle, by day

O dia foi muito bem passado, entre passeios, ilha do Tom Sawyer, casa assombrada, a casa da família Robinson (com uma colcha de retalhos na cama), os cortejos (que continuam a ser contagiantes) e o melhor de tudo, mas bonito mesmo, emocionante mesmo, foi o fogo de artifício, a rebentar ao som de canções da Disney, atrás do castelo das princesas.

Tomorrowland in Magic Kingdom, Disney

Castle in Magic Kingdom, Disney, Orlando

Tal como o nome promete, foi mágico. E de barriga saciada de magia, voltámos para o hotel para o mais que merecido descanso.

Fireworks in Magic Kingdom, Disney, Orlando

Tenho mais fotos aqui. E mais relatos para breve!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Flórida

No Panamá, os feriados concentram-se praticamente todos no mês de Novembro. Pura coincidência, já que não programaram as suas independências de modo a ter mais feriados seguidos. O que acaba por acontecer é que se geram umas mini-férias, por muitos tidas como o início não-oficial do "Verão".

(Abro parêntesis para dizer que a estação seca, que por acaso até é no Inverno, acontece entre Janeiro e Março e é precisamente neste período que se dá o período de férias escolares. Fecho parêntesis e volto ao relato.)

Nós decidimos aproveitar como temos aproveitado muitos dos passeios que fazemos: abrimos a página da Copa, a companhia aérea local, irmã da United-Continental, e vemos que promoções há. Assim fomos parar à Flórida, primeira etapa desta viagem. Aproveitámos para visitar (e eu, para conhecer) um tio do Príncipe. Acho que lhe podemos chamar Real Tio, com todo o carinho e admiração, que ele merece isso e muito mais.

Alugámos um carro em Orlando e rumámos a Venice Beach. Desconhecia por completo a geografia da Flórida (vá, algo sabia), por isso foi com surpresa que vi a paisagem sub-tropical que têm, com um mar azul a perder de vista e um céu azul que no Panamá raramente vemos.

Siesta Key, Florida

Siesta Key, Florida

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Perto de Venice, localiza-se Sarasota (houve alguma dificuldade em aprender este nome, até porque lá para cima há uma chamada Saratoga. Estão a ver a confusão) e ali perto uma praia maravilhosa, no golfo do México, chamada Siesta Key. Esta praia tem várias particularidades, uma delas (a mais importante para muita gente) é que tem a água muito quente. Mas a outra, mais surpreendente para mim, foi o facto de a areia ser em pó e, mais ainda, ser fria. Fria, com o sol a pique, na Flórida. Fria. O que nos explicaram foi que por ser muito branca não absorve a energia térmica do sol, reflectindo a radiação. E que me dizem disto? Só posso dizer que foi algo extremamente inovador não ter que ir a correr, em bicos de pés, pela praia fora até chegar ao mar.

Venice é uma cidade adormecida que vive a sua época alta durante o Inverno. Enquanto que mais a norte se vive com nevões e muito frio, a Flórida goza de um clima muito temperado. A temperatura desce um par de dias por ano, e acender a lareira na passagem do ano é um evento. Na avenida principal têm jardins, lojas e restaurantes.

Venice, Florida

É lá também que se localiza a estação de correios (de onde enviei uma encomenda para a minha Tia C.) e esta sapataria. Atentem na montra:

Look! Fly sandals in Venice!

Vêem?

Outro evento local é ir ver o pôr-do-sol ao pontão. É realmente maravilhoso:

Sunset in Venice Beach

Depois de dois dias na costa ocidental da Flórida, voltámos a Orlando para uns dias de Disney e Universal. Mas isso fica para outro post.

Mais fotografias aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fim-de-semana em San Blás

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A primeira vez que fomos a San Blás fazer um cruzeiro foi para celebrar o meu aniversário, em Fevereiro de 2011. Em plena estação seca, o que se espera é céu limpo e sol glorioso e inclemente, dependendo da hora. Outubro, em contrapartida, é o mês mais chuvoso de toda a estação húmida, o que nos deixou ligeiramente inquietos. Sete passageiros, dois tripulantes e chuva? O barco ficaria pequeno para todos...

A partida da cidade, na sexta-feira, não augurava nada de bom: a chuva torrencial com nuvens muito baixas fizeram-nos temer o pior. Em contra-relógio ultrapassámos o trânsito das portagens, o êxodo de fim de dia e lá fomos nós, estrada fora, até à viragem para a reserva Kuna. Daí até Cartí, porto onde deixámos o carro e apanhámos uma lancha, foram 40km de estrada cheia de curvas, sinuosas subidas e descidas e pedaços de pavimento desabado ribanceira abaixo.

Conseguimos passar a fronteira ainda moderadamente a horas e, no porto, o nosso duo lá nos esperava com a lancha pronta.

Daí foram mais uns trinta, talvez quarenta, talvez cinquenta minutos até ao veleiro que nos esperava. Jantar pronto, foi o momento de conhecermos o barco e sabermos como funcionava a casa de banho, as medidas de poupança de energia e de água potável e confraternizarmos.

Na ilha mais próxima decorria uma festa de anos, mas o nosso grupo de sete ficou em conversa até tarde. Como nos disseram na primeira vez que fizemos um cruzeiro em San Blás, as nove da noite são a meia-noite dos marinheiros. Deitei-me de "madrugada", portanto. Mas dormi bem, embalada pela ondulação.

Sábado amanheceu maravilhoso, esteve maravilhoso, até ao inevitável aguaceiro da praxe. As vistas foram e são lindas, as raias vieram visitar-nos e o sol - quando apareceu - não deu tréguas.

Domingo foi o dia de regresso - e um fim-de-semana de apenas dois dias pareceu-se mais com umas mini-férias.

E hoje estamos de volta ao trabalho. Para regalar a vista, vejo as fotos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Férias em Portugal

#lisbon

My favorite view. #lisbon

Catching up with friends. And the view. #lisbon

Wedding with a view. #lisbon

#lisbon

#Algarve, #portugal

Já com saudades. Cantina escolar em Armação de Pêra, #algarve, #portugal

Praia da Vieira, #portugal #nofilter

Em #Fátima, #portugal


Os dias em Portugal passam tão depressa, o que é uma pena. O tempo não chega para tudo o que há para fazer, amigos e família para ver. Não chega para todas as brincadeiras que tenho guardadas para as minhas sobrinhas, nem para todos os mergulhos, castelos e corridas de caricas. Não chega para todo o peixe e todas as amêijoas que me apetecem, para compensar a ausência prolongada.

Mas o que vi, o que brinquei, o que comi - foi tudo muito bom.

(A propósito, pode interessar-vos ler o post que publiquei no Portugalize.me, na altura das férias.)

Agora, resta-me olhar para as fotografias, babar com o céu azul e o mar sem fim, já para não falar nos castelos e nas Princesas que neles habitam, as tranças, os tremoços, os percebes e o cozido à portuguesa que a minha Mãe fez.

Até breve!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

San Miguel de Allende, México

San Miguel de Allende, #méxico

San Miguel de Allende, onde os nomes das lojas são pintados. #méxico

Tudo é bonito em San Miguel de Allende, #méxico

Confirma-se: o meu encanto com o México manteve-se até ao final da estadia. Por momentos tive medo que alguma coisa acontecesse e mudasse radicalmente de ideia. Mas não. Não fui assaltada, nem assediada, estive em lugares lindos, fui bem atendida em todo o lado, os carros pararam nas passadeiras e lavei os olhos - e a alma - com as casas, as cores, as vistas.

San Miguel de Allende confirmou o seu lugar no topo da tabela da minha paixão mexicana, seguida de muito, muito perto pela comida, e logo a seguir pela Cidade do México - ou por alguns bairros da Cidade.

San Miguel de Allende, coisa mailinda. #méxico

Quando chegámos, fomos recebidos por uma procissão na praça principal, com direito a guitarrada e cantoria, ao mesmo tempo que na Igreja Matriz se celebrava um casamento e um grupo de mariachis, à porta, esperava pelos noivos.

San Miguel de Allende, #méxico

A cidade está muito bem conservada, desde as suas cinquenta e três mil igrejas (não sei ao certo, mas são muitas), às livrarias e centros culturais, uma biblioteca pública cheia de livros e de gente, lojas e lojinhas bonitas, com pátios e fontes, e ruas empedradas e inclinadas, para ajudar a digerir a tortilha e o gelado.

San Miguel de Allende, #méxico

Assim nos recebeu o #méxico

Ficámos instalados numa casona colonial linda, de portas pintadas e quartos a dar para o pátio, pertinho do centro e dos correios, onde me deliciei na minha plática com o funcionário. Ao saber que os postais eram para pessoas fofinhas, deu-me uns selos lindos e adequados (e cor-de-rosa) para neles colar. Espero que cheguem brevemente, porque sei que são muito apreciados.

San Miguel de Allende é daquelas terras onde me imagino a voltar uma e outra vez.

Dados: ficámos alojados na Casa Schuck (muito recomendável), comemos na Hacienda de Guadalupe (também deliciosa, mas desconfio que em qualquer boteco mexicano se come bem). Fizemos compras em várias lojinhas, onde sempre, sempre nos trataram com imensa simpatia e atenção. Ah, serviço mexicano, já tenho saudades.

Mais fotografias mexicanas aqui.