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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Panamá Bye Bye III: a travessia do canal

Um dos nossos planos de despedida do Panamá foi a navegação parcial do canal. Coisa para ter cerca de 80km de comprimento (algo fantasticamente pequeno se pensarmos que é a distância entre oceanos naquele ponto do continente americano), a navegação completa demora um dia inteiro e só é feita no primeiro sábado de cada mês. Por isso optámos pela navegação parcial, mais curta, a começar no meio do canal (e na sua cota mais alta, no Lago Gatún) e a terminar no Pacífico, do lado da Cidade do Panamá, dois conjuntos de comportas e vários metros de desnível mais tarde.

As comportas são uma ferramenta importante do canal por várias razões. Apesar de ambos os oceanos estarem ao mesmo nível (o chamado "nível médio das águas do mar"), o interior do canal, o lago artificial de Gatún, está a uma cota superior. Este lago serve de reservatório das águas da chuva e oferece, também, uma zona de navegação mais profunda para os barcos com maior calado. As comportas, com as suas câmaras que servem de elevadores para os barcos, ajudam a controlar o nível da água no Lago Gatún - e nunca é demais relembrar que é através da água da chuva, que cai todos os dias entre Março e Dezembro, que o canal funciona.

Voltando ao nosso passeio, a manhã começou cedo perto do ancoradouro de Amador, onde o passeio terminaria algumas horas mais tarde. Aí apanhámos um autocarro que nos levou até ao centro do istmo, ao ponto médio entre as duas costas.

We're crossing the #panama #canal. Who wants to join us?

Perto de Gamboa, zona natural protegida e muito bem cuidada, apanhámos um barco de cruzeiro que nos levaria pela nossa viagem.

Gamboa #panama

Lago Gatún #panama

Cruising the #panama #canal

Começamos a navegação em direcção ao sul, ou seja, à Cidade do Panamá, na costa do Pacífico. Durante o caminho, cruzámo-nos com barcos imensos, que faziam lembrar gigantescos edifícios flutuantes. Nós, naquele "pequeno" barquinho de cruzeiro, éramos pouco mais que formiguinhas. Vimos barcos refrigerados (levam flores e outros produtos que requerem uma atmosfera controlada), vimos barcos silos (levam grãos e cereais), vimos barcos cheios de automóveis, com pequenas estradinhas dobradas, como se de um origami se tratasse.

This ship carries grains, sand and fertilizers. #panama #canal

Chegámos enfim ao primeiro conjunto de comportas, ou eclusas, as de Pedro Miguel. Dentro das câmaras, a administração do canal juntou vários barcos de cruzeiro, juntamente com outras pequenas embarcações, para aproveitar "a viagem".

Pedro Miguel locks in #panama #canal

Inside Pedro Miguel locks. #panama #canal

Quando descemos, verificámos o quão assombrosamente perto estávamos da parede do canal. No caso dos navios panamax, aqueles que têm a dimensão máxima permitida para transitar o canal do Panamá, a distância entre o casco e a parede é de apenas 50 centímetros, o que sempre me provocou calafrios, a par de uma imensa admiração.

Dentro da eclusa de Pedro Miguel, #canal do #panamá

Passado algum tempo, entrámos nas comportas de Miraflores, as mais próximas da Cidade do Panamá e que por isso recebem mais visitantes. No centro de visitantes, para além de uma tribuna panorâmica, um restaurante e diversos apoios turísticos, têm também um museu muito completo com a história do canal e a envolvente ecológica da zona de protecção especial que o circunda. Já aqui falei dele, noutros momentos.

Bridge of the Americas, uniting north and south. #panama #canal

Under the bridge, arriving to the Pacific Ocean. #panama #canal

Com a Ponte das Américas no horizonte, a nossa viagem aproxima-se do fim. Dizem os panamenhos que esta ponte une as duas Américas, a do Norte e a do Sul, e se bem que esta não é a visão mais rigorosa possível, é um símbolo bonito para o enorme continente que aqui se transforma num fino istmo. Diria que todo o Panamá é uma ponte das Américas, a unir as duas massas de terra com um aparentemente tão frágil elo.

Chegámos então ao fim da nossa viagem no ancoradouro de Amador, onde tínhamos apanhado o autocarro, essa manhã. É um passeio que vale a pena fazer, pelo menos uma vez. Afinal de contas, o canal é o protagonista nacional.

Mais posts sobre visitas ao canal: visita às eclusas de Gatún, no mar das Caraíbas, Oceano Atlântico e o "Tal Canal".

quarta-feira, 27 de março de 2013

Panamá Bye Bye II: as vistas de casa

Nos três anos que vivemos no Panamá morámos num quadragésimo nono andar. Sim, leram bem, quadragésimo nono. (E sim, subi algumas vezes as escadas até lá acima, eram cerca de 15 minutos a ofegar e a transpirar.)

Para além do nosso apartamento ser muito bonito, as vistas que tínhamos de lá de cima eram panorâmicas, como se pode imaginar. Para este, víamos Costa del Este, bairro onde o Príncipe trabalhava; para lá víamos verde e mais verde até ao aeroporto, e daí ainda mais verde na direcção do Darién e da Colômbia. Para oeste, víamos a Avenida Balboa, o Casco Viejo, víamos a Ponte das Américas (que atravessa o canal e, no dizer popular, une a América do Sul à América do Norte) e várias gruas do canal.

De lá de cima víamos também o belíssimo Templo Bahá´í, no topo da colina. E de lá de cima eu controlava o trânsito e indicava ao Príncipe o melhor caminho a tomar no regresso a casa, no caso do Corredor Sur estar muito congestionado.

Good morning, #pty

Good morning, #pty

A aproveitar a vista na contagem decrescente. Bom dia! #pty

Enjoying the view before leaving #pty

A conclusão a que chegamos é que me parece muito adequado que, depois de três anos lá em cima, a ver as tempestades acontecer à mesma altura, aqui nos mudemos para um rés-do-chão. É justo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Visita ao Canal do Panamá, do lado Atlântico

Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

No Domingo passado fizemos um daqueles passeios que tinha de aqui partilhar. Fomos visitar o Canal do Panamá, desta feita do lado Atlântico, mais concretamente as eclusas de Gatún.

O Canal do Panamá é uma construção artificial que aproveita determinadas características naturais do país, sendo a principal razão o facto de ser um istmo com apenas 80km de terra entre os dois oceanos. Além disso, é uma zona sismicamente estável e com muita chuva - verão que a precipitação é essencial ao funcionamento do canal.

O canal tem três sistemas de comportas que vencem as diferenças de cota entre ambas as margens e o lago artificial de Gatún, que se localiza a meio do percurso. Além disso, estas comportas ajudam a controlar o fluxo de água, para que corra sempre da terra - ou seja, do lago Gatún - para o mar - isto é, ambos os oceanos. Os três sistemas de comportas são, do Atlântico para o Pacífico, ou de Norte para Sul, Gatún (cujas fotos aqui mostro), Pedro Miguel (a uns 30km da Cidade do Panamá) e Miraflores (na Cidade).

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

As eclusas de Gatún têm a particularidade de ser muito pouco turísticas, pelo que as tribunas de observação se encontram muito mais perto dos canais de água do que acontece em Miraflores. Vimos dois barcos a virem do Atlântico e a serem subidos na câmara mais perto de nós, depois a avançarem para mais uma câmara em direcção ao lado. Explicou-nos o guia que o capitão do barco tem de ceder os comandos ao capitão do canal. Os pilotos sobem para a ponte e controlam, juntamente com o pessoal de terra, a progressão dos barcos nas eclusas. Parece loucura, mas entre o casco dos barcos e as eclusas há apenas 60cm... é um passinho só!

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Nas câmaras, os barcos são conduzidos por quatro reboques que circulam sobre carris, através de cabos em tensão presos tanto na proa como na popa. Dois de cada lado, ajustam a tensão para que o barco entre direitinho nas câmaras, sem incidentes.

Já na câmara, fecha-se a porta de trás e as águas sobem, vindas de um sistema de canais que permeiam as paredes, até chegarem ao mesmo nível das da câmara em frente. O movimento da água é feito através, simplesmente, da gravidade e as tinas são abastecidas pelo depósito de águas pluviais que é o lago Gatún. É por esta razão que a muita precipitação que aqui se faz sentir é tão importante para todo o processo. De momento, as águas passam de umas câmaras para as outras sem serem reutilizadas; nas ampliações que estão a ser feitas, foi criado um sistema de tinas que recupera cerca de 60% da água utilizada, sendo assim menor a dependência do nível de água no lago.

Quando o nível da câmara de baixo atinge o da câmara imediatamente seguinte, abrem-se as comportas à proa do barco, que avança para o próximo passo. O princípio é muito simples, mas a execução de engenharia é complexa. Parece uma obra de lego, em tamanho gigante, em que tudo funciona perfeitamente, tudo encaixa na perfeição. Todos trabalham em conjunto e harmonia e o resultado é fascinante, mesmo para quem não aprecia estas grandes estruturas.


Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Navio a passar nas Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

O Canal do Panamá está a sofrer ampliações nas suas comportas para poderem suportar mais fluxo, devido à grande procura. Para o país, o Canal é uma mina de ouro, gerida e mantida com muita atenção ao detalhe.

Terceira eclusa em Gatún, Canal do Panamá

Terceira eclusa em Gatún, Canal do Panamá

Na ampliação do canal em Colón, do lado Atlântico, foi construído um centro de visitantes, com miradouro, centro de interpretação e auditório. A funcionária que aqui nos atendeu respondeu a todas as perguntas que lhe fizemos, com muita sabedoria e segurança. Fomos magistralmente atendidos por todos, desde empregados de limpeza, seguranças, até ao pessoal técnico.

De lá de cima, contam-se pelo menos vinte e oito gruas a trabalhar, muitos operários, maquinaria, andaimes. É uma visão impressionante que faz lembrar aquele show dos anos 80 do Jim Henson, com uns operários muito pequeninos e fofos (eram os Marretas? Não me recordo... Quem ajuda?). A visão é absolutamente impressionante, é impressionante pensar que ali está a ser construída uma estrutura gigantesca, que dentro de alguns anos vai estar tapada pela água.

No final da visita, queríamos atravessar o canal através de uma ponte que é estendida ou guardada conforme há barcos a passar ou não. Do outro lado, há uma povoação chamada San Lorenzo, onde existe uma marina com um restaurante. Infelizmente não conseguimos lá chegar porque a estrada após a ponte estava cortada. Devido ao forte temporal que se estava a fazer sentir (aliás, a chuva é visível em quase todas as fotografias), tinha havido um deslizamento de terras que impossibilitava o trânsito automóvel. Mesmo assim, atravessámos a ponte para ir e imediatamente voltar. Nesse percurso consegui captar estas imagens.

Ponte sobre as Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Ponte sobre as Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

Eclusas de Gatún, Canal do Panamá

É uma visita imperdível, e até já tenho vontade de voltar para ver os progressos nas obras.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Domingo tropical

Domingo tropical #panamá

Domingo tropical V #panamá #gamboa

Domingo tropical VI #gamboa #panamá

Domingo tropical VI #panamá #gamboa

Domingo tropical VIII #panamá #gamboa


A inspiração para escrever sobre os dias panamenhos tem sido pouca. Felizmente, o dia de ontem pôs-me em contacto com o Panamá lindo, tropical e rural. Fomos a Gamboa, área a uns 40km da capital que fica à beira do lago Gatún, parte do canal. O cenário é bucólico e a tranquilidade só é interrompida pelas tempestades que, quando caem, não passam despercebidas.

Ficámos com vontade de voltar para explorar o Parque Nacional Soberanía e também os vários trilhos que lá existem, bem no meio da selva e aqui tão perto de casa.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Há feiras e feiras

Esta semana, aqui na Cidade do Panamá, decorre uma feira da legalização promovida pelos serviços de migração, para proporcionar uma oportunidade de regularização àqueles que se encontram em situação irregular. Normalmente são pessoas de países circundantes, da América Central, que emigram para o Panamá, onde a divisa de facto é o dólar.

(Cumpre aqui abrir um parêntesis para explicar que uma das negociatas dos tempos do canal implicou que a moeda nacional, o Balboa, fosse sempre equivalente ao dólar, e que o papel moeda que circula seja o dólar. Cá no Panamá há emissão de moeda metálica, com tamanhos e valores iguais aos da moeda metálica dos Estados Unidos. Fecha parêntesis e segue.)

A miragem do dólar permite, portanto, a muitos destes emigrantes terem salários com os quais não poderiam sonhar se estivessem nos seus países de origem. Muitas vezes com uma educação ao nível do ensino primário, estas pessoas vêm fazer trabalho doméstico ou de "nanas", tornando-se muitas vezes nas educadoras das crianças de muitas das famílias locais e radicadas no Panamá.

Estes imigrantes são alvos fáceis: de posição muito humilde e com muito poucos recursos para lutar pelos seus direitos, acabam por rapidamente exceder a validade dos seus vistos de entrada no país e ficar em situação clandestina.

Na rua, por incrível que nos possa aparecer, há polícias a pedir a identificação aos transeuntes (curiosamente, não aos extraordinariamente mal educados condutores, que muitas vezes nem encartados são), o que acaba por colocar estas pessoas numa situação ainda mais vulnerável.

Mas o Panamá precisa destes emigrantes e por isso, apesar de não lhes fazer a vida muito fácil, organiza feiras de legalização periódicas. E aqui chegamos ao presente.

Começou na segunda-feira passada mais uma feira da legalização. Para terem uma ideia, uma empregada doméstica cá tem um salário de 300 dólares, mais coisa menos coisa, e o investimento para terem a sua situação regularizada - por apenas dois anos! - é equivalente a mais de quatro salários. Sabem o que isso significa? Que não tendo acesso a crédito, precisam de um patrão que aceda a adiantar o dinheiro para que possam sonhar com andar pela rua tranquilas.

Mas as dificuldades não acabam aqui: também precisam de um patrão que as liberte uma semana inteira, já que a feira é tão desorganizada que as pessoas fazem filas desde Domingo, dormem lá, tiram senhas, esperam, revezam-se para poderem ir comer ou à casa de banho. Hoje, sexta-feira, e já passados quatro dias inteiros, dizem que talvez amanhã, sábado, pela uma da tarde, estejam despachados.

Que dizer? O panorama é este, e as pessoas que recorrem a estas feiras estão numa situação tão vulnerável que não ousam queixar-se. O que querem é sair de lá com o tão desejado carimbo no passaporte, para poderem estar tranquilas. Por apenas dois anos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Contadora, arquipélago de Las Perlas, no Pacífico

Ferry para Contadora, Panamá

Puente de las Américas, Panamá

Contadora, Las Perlas, Panamá

Dizem que Contadora é o local mais atlântico do Panamá, e eu não discordo: água fria e azul escura, com as suas ondas, assim a fazer lembrar o nosso mar.

Contadora, Las Perlas, Panamá

Talvez por isso tenha gostado tanto de Contadora: é uma ilha minúscula pertencente ao arquipélago de Las Perlas que antigamente era a colónia balnear da classe alta. Por essa razão, as casas em Contadora são lindas e estão bem cuidadas, as vistas são maravilhosas e é tudo bastante caro.

Contadora, Las Perlas, Panamá

A viagem pode ser feita de barco ou de avião. O barco, a nossa opção, demora um pouco menos de duas horas e é feita num catamaran a motor que leva umas sessenta pessoas. A saída é feita com vista privilegiada para a Ponte das Américas, os barcos que entram e saem do canal e, depois, para toda a Cidade.

A chegada a Contadora é muito menos sofisticada: chegamos à praia de Punta Galeón e uns botes pequeninos fazem o transporte até à areia. A partir daí, bastam poucos minutos para percorrer toda a ilha, num carrinho de golfe ou em bicicleta.

Contadora, Las Perlas, Panamá

As duas praias favoritas são a Ejecutiva e a da Villa Romántica, um hotel piroso mas bem localizado e que disponibiliza instalações sanitárias, bar e restaurante. Ficámos alojados na Casa del Sol, que dispõe de quartos e também de uma casa totalmente equipada, no centro da ilha.

Uma alternativa às praias de Contadora é negociar com um dos barqueiros uma volta a outras ilhas do arquipélago, programa que não fizemos. Preferimos ficar naquela praia a vegetar e a desfrutar da água "fria" que a corrente de Humboldt trouxera. A verdade é que me senti quase, quase, quase no Atlântico (não-caribenho).

Contadora, Las Perlas, Panamá

O jantar foi feito no Gerald´s, um restaurante (e alojamento) de um senhor alemão onde se come muito, muito bem. O grupo argentino com quem fomos falou largamente da nossa apetência por sopas: na verdade, para nós a sopa é um passo da refeição, mas na Argentina isso é luta que só a Mafalda trava. No final, contudo, todos se deliciaram com a excelente sopa de marisco, sopeiros e não-sopeiros!

No dia seguinte, o regresso à Cidade teve alguns percalços: para além da muita ondulação que o barco atravessa - será coisa de marés? - tivemos o azar de ter a companhia de um bêbedo, que não só moeu o juízo de todos como particular e muito especificamente azucrinou a mulher, que a páginas tantas fingiu adormecer. Ele lá se cansou de falar para o ar e foi para o convés, beber mais um bocadinho e incomodar outra freguesia. Como uma hora e quarenta e cinco pode parecer sete!...

Apesar de tudo, Contadora, tal como Boquete, ficou na lista dos lugares a repetir no Panamá, provavelmente quando recebermos visitas. Quem sabe coincide com a altura da avistagem de baleias (entre Julho e Outubro)? Ficamos à espera.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Festejos

Uma celebração de aniversário de um Príncipe dura vários dias e começa, como não podia deixar de ser, diante de uma bela refeição. Fomos a um favorito nosso antes de partirmos para a nossa aventura de fim-de-semana, sobre a qual eu continuava a permanecer na total escuridão.

Baclava
(Babem, babem. É um delicioso prato de baclava, que rima com "isto é muita bom, pá.")

Aqui há uns tempos atrás, queixei-me ao senhor meu Príncipe que ele não era assim muito bom a fazer surpresas; praticamente não aguentava o segredo e começava logo a dar-me pistas, acho que porque queria mesmo, mesmo, mesmo partilhar a sua excitação comigo. Após dita queixa, transfigurou-se, metamorfoseou-se, e quis provar que eu estava errada. Conseguiu, digo eu, porque este fim-de-semana, que ele planeou para festejar o seu aniversário, foi uma total e completa surpresa que ele quis explorar até ao fim.

Ao sairmos do restaurante, levou-me a praticamente todos os lugares onde se apanhava barco ou avião para as possibilidades de um fim-de-semana fora aqui no Panamá. Chegou mesmo a procurar lugar no estacionamento do aeroporto doméstico... e a seguir depois para um hotel na selva, aqui perto da cidade, que era outra das opções. Andou, deu voltas, eu até já estava a ficar um pouquinho farta de tudo aquilo. Até que finalmente me diz que estávamos a caminho, e vai de cruzar o canal na ponte mais perdida atrás do sol posto, a caminho do Oeste. Passámos, portanto, na Ponte do Centenário, uns belos quilómetros a norte. Uma estreia.

E aqui tomámos, finalmente, o caminho para o nosso destino de fim-de-semana, o magnífico e imperdível Valle de Antón.

Puente Centenario, Panamá

Esta zona, a cerca de hora e meia de carro da capital, encontra-se no meio do vestígio de cordilheira andina que aqui temos; por estar mais elevado, tem uma temperatura mais fresca. Para alguns, estava "frio"; para mim, aqueles 26ºC eram o melhor presente do mundo, sobretudo tendo em conta que a humidade, aqui neste país, varia entre os 90% e os 98%, todo o ano.

Ficámos instalados num hotel muito bonito e cuidado, que também dispõe de spa. Chama-se Los Mandarinos e o serviço é excelente, apesar de se parecer mais com uma pensão boutique que com um hotel. É pequenino, com ar de casa de palácio de família espanhola que realmente um hotel. E isto é um elogio.

Os jardins são muito bonitos e bem cuidados e pudemos dormir em completo silêncio, coisa que roça o verdadeiro luxo.

Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Fizemos umas deliciosas massagens para (pigarreio) combater as calorias extra dos deliciosos jantares na Casa de Lourdes.

La Casa de Lourdes, seen from Los Mandarinos, Antón Valley, Panama

Mas essas são outras histórias.