quinta-feira, 20 de setembro de 2007

air: work in progress

A partir de hoje, vai estar disponível aqui um blog sobre o trabalho que estou a desenvolver. Está escrito em inglês e em português, para que os actuais clientes (portugueses e estrangeiros) o possam ler e, claro, com a esperança de que o grupo de leitores não-lusófonos aumente - e se converta em nova clientela.

Espero que gostem!

Filete porteño

Que grande trabalheira para pôr a imagem ali em cima! Para quem estiver distraído, é a imagem do título do blog. Não consegui pô-la exactamente como queria, mas a batalha entre mim e o HTML não foi totalmente perdida.

É a minha primeira ilustração com base no filete porteño, uma técnica nada e criada aqui em Buenos Aires que era usada nos camiões de distribuição de bens, para os diferenciar uns dos outros. Começou por ser uma aventura lírica de um pioneiro e, como o cliente gostou, passou a ser uma vantagem comparativa em relação à concorrência. Em poucos anos, camião que era camião, autocarro que era autocarro, veículo que era veículo e que se quisesse diferenciar tinha de ter um belo fileteado porteño.

Uma directiva do governo da cidade proíbe actualmente a sua utilização nos autocarros, por alegadamente dificultar a leitura. Então o que hoje temos é panelas fileteadas, chapinhas e caixas para pôr o mate. Bem, há mais coisas, mas não na loucura do antigamente.

Eu gosto do fileteado porteño e por isso decidi estudar um bocadinho mais. Ainda não uso a técnica completa (tinta esmaltada sobre metal, aplicada com pulso firme e pincel fininho), mas pode ser que um dia venha a fazê-lo. Até lá, vou-me entretendo com estas coisas.

Digamos sim à Primavera!

A ida a Las Leñas marcou a despedida do Inverno e a tão desejada chegada da Primavera. Qual tormenta de Santa Rosa, qual carapuça. Enquanto lutava para manter os esquis paralelos e uma pose absolutamente intocável de esquiadora experiente, ouvi o instrutor dizer que a neve estava má porque era aquilo a que costumam chamar neve de Primavera.

Estas palavrinhas, apesar de serem tristes para os amantes dos desportos de Inverno, fizeram desabrochar em mim - qual botão de flor - uma alegria tão intensa que se torna francamente indescritível. Sim, finalmente Primavera! Como explicar? Para mim é Inverno desde Dezembro... estou farta! Em Lisboa, apanhei "um dos Invernos mais frios desde há ...(muitos, não sei quantos) anos". Chego a Buenos Aires e tunfas, outro Inverno fenomenal, com queda de neve na cidade como bónus, como não acontecia há ... (acho que 80) anos. É bonito e tal, mas estou farta. Sinto-me uma sueca que vai a Lisboa em Fevereiro e veste uma camisa com palmeiras, calções e sandálias com meias brancas, só porque está sol e o termómetro marca a loucura de 11ºC.

No ano passado, quando cá estive, notei que havia muitas celebrações na rua relativas ao equinócio. Achei curioso que se celebrasse tanto a Primavera, não estava bem a compreender o entusiasmo de quem tem um Inverno bastante temperado. (Impõe-se aqui um parêntesis: aparentemente, nas culturas latino-americanas celebravam-se os equinócios, não os solstícios como acontece no hemisfério norte. Fecha parêntesis.) Já este ano, estou aí para as curvas! Sim, celebremos a Primavera! Celebremos o tempo ameno! Celebremos os parques, os jardins e o roseiral em flor dos bosques de Palermo! Sim! Sim!

Aaaaah...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O que aprendi no fim-de-semana

Aprendi muita coisa este fim-de-semana.

Primeiro, e talvez mais importante, aprendi a esquiar sem recorrer à famosa técnica de travagem que consiste em se atirar ao chão. Agora já travo. Não com muito estilo, vá, mas já travo.

Segundo, que funciona como alínea do primeiro, aprendi a descer as encostas aos ziguezagues. Já sabia a teoria, claro, mas no ski, como em tantas outras coisas, uma coisa é saber a teoria e outra muito diferente é praticá-la. Percebi que o ziguezague funciona. É cansativo, mas funciona.

Terceiro, que quem manda nos meus esquis sou eu. Era outra daquelas coisas que já sabia em teoria mas que parecia que na prática não resultava assim tão bem. Agora já sei que os posso inclinar um bocadinho mais ou um bocadinho menos, que os posso pôr mais paralelos ou mais concorrentes e que tudo isso tem um efeito prático no deslizamento (ou não) sobre a neve.

Quarto, aprendi o termo "macanudo", pertencente ao lunfardo não sei se argentino se exclusivamente porteño (hei-de averiguar). "Remacanudo", que é ainda mais que "macanudo" só, é a pessoa "porreira". E é o que era o instrutor que me instruiu durante estes dias, um chico cheio de paciência e boa onda que nos levou a descer as pistas lá para cima, pistas daquelas que eu nunca na vida haveria de sonhar descer. E desci!

(Abro um parêntesis para esclarecer aqui uma coisa muito importante: o primeiro instrutor de ski que tive foi o Paulo. Fez um óptimo trabalho, há que dizer, só que não foi ajudado por dois factores: o medo e a neve congelada do último dia em Chamonix. Ainda assim, os ensinamentos dele nessa altura valeram-me para estes três dias e pude rapidamente acompanhar o grupinho das aulas nas incursões a pistas mais difíceis. Ou mais intermédias, talvez seja mais rigoroso. Fecho parêntesis.)

Resumindo e concluindo: foi bom.





sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ai fida

Suspiro.

Apesar de estar contente com a ida a Las Leñas, tenho muita pena de não estar amanhã em Beja, no casamento dos meus primos. Serve o presente post para manifestar o karma de emigrante transatlântico, algo que já conhecia (mas talvez não me afectasse tanto) da vivência macaense.

Vai então um abraço oceânico para os Noivos, com uma lagrimita no olho e o coração apertado. E um beijinho a toda a família. Espero que gostem da minha participação sui generis na boda.

Palavras magicas

Las Leñas: 1ºC con probabilidad de nevadas...

Estas são hoje palavras mágicas para mim e para todos os colegas do Paulo que vamos até Las Leñas passar o fim-de-semana prolongado do feriado dos jaboneros. A viagem começa hoje em direcção aos Andes. Sábado, Domingo e segunda serão três dias de esqui! Chegamos a Buenos Aires na terça pela fresca, eles todos directos para o escritório para mais um dia de trabalho.

Bem, para alguns vão ser três dias de esqui; para outros, como eu, três dias de sobrevivência nos esquis. Iupi!!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tormenta de Santa Rosa

A tormenta de Santa Rosa, ou - em bom português - a tempestade de Santa Rosa, é um fenómeno climático anual que tem lugar no final do Inverno austral, ou seja, agora. E é um pouco como deus: é omnipresente e omnipotente. Por esta altura, claro está.

Em Iguaçú apanhámos um frio, mas um frio!, de rachar. Um frio frio, com chuva e vento à mistura. A água das cataratas vinha mais quentinha que o ar... Aparentemente a tormenta de Santa Rosa não chegou lá, mas causou o frio.

Este fim-de-semana que passou, Buenos Aires - onde há apenas dois meses nevou - foi inundada por uma onda de calor de trinta graus centígrados. Que fazer com isto?

É bom saber que esta onda de calor é normal e se deve à já célebre tormenta da Santa e não às alterações climáticas e à chegada do homem à lua e consequente mexidela lá nas antenas. Diz que é normal, que é a chegada da Primavera, que agora desce outra vez a temperatura e começa a subir gradualmente.

Estamos à espera, mas já deu para ver que vai ser o cabo dos trabalhos para secar a roupa lavada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Agora que sou seculo XXI...

...não dá para não comentar duas, ok, três notícias que vi no Público (aliás, vi no Google Reader, por isso é que sou século XXI, 2007, e não século XXI, 2001).

A primeira é a da morte do Luciano Pavarotti. Foi com pena que a li, sobretudo porque nunca pensei que um homem daquele tamanho (hmmm... literal e metaforicamente) pudesse morrer. Pois, bem sei, é idiota. Mas não pensei mesmo. Fica na minha memória como um cantor lírico que não só abriu as portas da música "erudita" à música "pop" e vice-versa, como também se fartou de fazer algo pelos que não tinham maneira de ir ver os concertos dele.

A segunda é da ideia de José Saramago fundar uma nova Ibéria em que Portugal e Espanha são estados federados. Bem, como dizer, não quero entrar no óbvio da nossa independência de Espanha já há algum tempo. Penso que já ultrapassámos essa fase. Mas, honestamente, que sentido faz federalizar dois Estados dentro da União Europeia? Não é a União já um caminho para a federação de todos os Estados? Os bascos querem a independência, José Saramago a fusão...

A terceira é boa: não é que Portugal está no sétimo lugar do ranking mundial da modalidade "Governo Electrónico"? Estamos sempre tão habituados a estar na cauda de todas as listas (sejam elas quais forem) que este sétimo lugar mundial (e segundo europeu) é uma surpresa e uma alegria. A mim, facilita-me bastante a vida dado agora estar deste lado do lago Atlântico. Só falta mesmo é ser possível pagar a contribuição à Segurança Social através da Caixadirecta. Para quando?

(e agora um pequeno parêntesis, sobre outra notícia do Público: um motard a fazer um rali por estas bandas teve um acidente em "Antofagasta, a cerca de 300km de Buenos Aires". Alguém explique ao jornalista que Antofagasta não só fica no Norte do Chile como também a muito mais que 300km de Buenos Aires. 300km cá não são nada, são pinhões.)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Terminou a chilly season

Diz que sim. Espero que sim.

Com a chilly season foram também todas as visitas, que trocaram a silly por esta. Acabaram-se os dias de trabalho de turista, de passeios pela cidade e também pelo país, em que a planificação das actividades incluía inevitavelmente os restaurantes a visitar e os pratos novos a experimentar, os monumentos a ver e as ruas a percorrer.

O saldo é positivo: pisei apenas dois cocós, vi muitas coisas novas, comi pejerrey e visitei as quedas do Iguaçú, que elejo como o mais excitante de tudo. E recebi muitos, muitos miminhos, também em forma de favas e de ervilhas com ovos escalfados. Só para apreciadores!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vamos a La Plata oh oh oh oh oh








Campanhas


Amanhã começam sessenta dias de campanha eleitoral para as presidenciais argentinas.

A Cristina aparece na fotografia com o rímel todo empastelado, parece uma boneca (poderia parecer qualquer outra coisa? A dúvida persiste). Os outros candidatos... ora, que dizer? Os argentinos encolhem os ombros; eu divirto-me com estes disparates.

A Argentina é um país único


E estas coisas só podem acontecer cá. Ou em Macau, que também é um território único. Uma das coisas de que me lembro de me dizerem sempre no início da estadia lá era que, em Macau, só faltava ver porcos a voar. Pois isso aplica-se na perfeição à Argentina, com todas estas idiossincrasias locais. É giro.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Agora sim

Estava totalmente no início do século XXI a ler blogs, chamemos-lhe, "manualmente". Sim! Manualmente! Ou seja: ia à minha lista de blogs preferidos e clicava naqueles que me interessavam, um a um, e ia lê-los.

Não, que tremenda perda de tempo! (como se ler blogs, à partida, não fosse isso mesmo...)

Agora, sou toda uma nova pessoa, uma leitora actualizada, completamente Agosto de 2007, porque leio blogs a partir do google reader. Graças à paciência do Nuno, que deve ter ficado exasperado por me saber tão desfasada da realidade.

Estava à procura de uma categoria para classificar este post e não há nenhuma na minha lista que se adeque. Mas também se criar uma com o nome, digamos, "tecnologia", corro o risco de este post nunca vir a ter companhia lá!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Quebrada de Humahuaca











O que há de lindo em Jujuy está fora da cidade, mas dentro da província, que se divide em zonas turísticas de acordo com os ecossistemas. Têm a zona de selva, a zona dos vales, a zona dos salares e a da Quebrada de Humahuaca, que foi a que visitámos.

É uma paisagem desértica, seca, poeirenta e ventosa, mas o olhar nunca se cansa. Nem sequer posso dizer que a cada curva temos uma vista linda, porque a estrada raramente tem curvas. Mas a vista, essa, é sempre linda. Linda na sua versão abandonada, hostil e luminosa, tudo em partes iguais. No aconchego do aquecimento do carro, não sentimos o frio nem o vento, apenas o ar seco. Sequíssimo, na verdade, a humidade não ultrapassa os vinte e poucos pontos percentuais. A temperatura varia entre cerca dos zero graus e os vinte e qualquer coisa a meio do dia. À sombra, treme-se, seja a que hora for. Para combater a amplitude térmica, as construções típicas dos índios locais são construídas em adobe e têm a capacidade de manter a temperatura interior entre os 15º e os 20º C.

A pouca vegetação resume-se a cactos e a plantas espinhosas mas, segundo nos conta Omar, o guia turístico mais nostálgico da sociedade patriarcal que alguma vez conheci, a terra é tão fértil que basta atirar as sementes à terra. E regar com a (pouca) água do Rio Grande (que talvez seja grande em comprimento, não em caudal, pelo menos em dez dos doze meses do ano).

Ao longo da estrada, surgem aqui e ali uns aglomerados urbanos. Custa acreditar que haja quem viva aqui, todo o ano, por escolha própria. Mas sim. E muitas das aldeias foram posteriormente colonizadas pelos espanhóis, com o seu característico urbanismo ortogonal, praça de armas, igreja e cabildo.

O mate de coca faz o seu quinhão para ajudar a aclimatização (rima e é verdade), mas a altitude e a secura dão-me sonolência. Acrescido ao facto de a noite ter sido dura com a noite mal dormida na residencial. Adormeço no caminho de regresso, mas só depois de me certificar de haver visto a paleta dos pintores, uma sucessão de formações geológicas coloridas pela combinação vencedora dos minerais.

À chegada a Jujuy, a alma cheia de espaço e de paisagem; a mente já ocupada a pensar na última noite de Rio de Janeiro, a residencial de todos os horrores.

Do melhor


Jujuy é tão feio, tão triste e tão seco que este é um dos pontos altos da cidade.

Não vale a pena ficar lá a dormir, sobretudo se tiverem o azar de seguir o Guide du Routard e forem para a Residencial Rio de Janeiro. A única coisa que vale a pena é a comida. Óptima. Como sempre.

Padroes de Salta











sábado, 4 de agosto de 2007

A menina Salta?

Salta la Linda esteve linda esta semana. Menos linda esteve Jujuy, a última "grande" cidade argentina antes da Bolívia. Talvez também devesse pôr "argentina" entre aspas, porque aquela Argentina é completamente diferente desta daqui de Buenos Aires. Ou então aqui é que é uma Argentina entre parêntesis, uma bolha de gente, negócios e algum dinheiro.

Em Salta comemos empanadas, humitas e tamales, já para não falar do fantástico locro (que, dependendo da receita, tem um pouco mais - ou demais - cartilagens e ossos a dar o gosto ao estufado em forma de sopa). É uma pequena cidade de interior, que, tal como a capital federal, se divide por eixos que definem a contagem dos números das portas. Para baixo do eixo, tal como aqui, a cidade tem claramente menos dinheiro e é feita de pequeno comércio, oficinas e residências mais modestas. Para cima do eixo, todo um outro mundo: o centro histórico colonial e casas lindas, algumas apalaçadas.

Está rodeada de montanhas - os Andes - e no centro há um teleférico que sobe ao topo do cerro de São Bernardo. De lá, vê-se tudo. A cidade é pequenina, e na brochura que o teleférico faculta vem uma plantinha com os pontos de interesse. Na lista, até supermercados aparecem, a par da estrada para San Antonio de los Cobres e da Catedral.

As igrejas são lindas - a Catedral de Salta enfia a de Buenos Aires num chinelo - mas sempre com a bandeira nacional ao lado da do Vaticano... aqui, a autoridade é uma entidade meio confusa, uma mistura de Estado e Igreja.

De Jujuy não vale a pena falar muito. Noutra altura, uma palavrinha sobre a sinistra residencial onde ficámos alojadas e a onda esfumada de surrealismo sem limites do "dueño". Noutra altura.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

As despedidas

É tão bom termos visitas mas depois custa despedirmo-nos!

A Sílvia e o Ricardo foram hoje embora e foi com "uma lágrima no canto do olho" (dizer a cantar, como os Tubarões) que me despedi deles lá em baixo, junto ao táxi para o aeroporto. Foram dias de verdadeiro prazer! Pequenos-almoços com medias lunas (os croissants de cá), jantares de empanadas no Sanjuanino seguidos (sempre) de gelado de banana do Freddo, pão de espécie... ai, fida!

O serão de despedida foi na Viruta, onde finalmente dei os meus primeiros passos de tango. O Ricardo salvou-me das insistências de certo neo-zelandês até à chegada do Paulinho, com quem pude praticar o abraço tangueiro. Com a Sílvia concluí que o tango parece ser mais fácil que a salsa, pelo menos a um nível básico, e que requer menos meneio de ancas. E mais agarração!

E hoje a casa parece tão vazia...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Feria del Libro Infantil

Hoje foi dia de feira. Começou meio torto com o frio, a chuva e a ida em vão até ao centro de exposições "La Rural". É um centro de exposições absolutamente enorme, com duas entradas nos dois extremos das instalações que, de acordo com a escala americana, ficam a muitos, muitos minutos a pé uma da outra. Na segunda entrada, e depois de entrar num parque de estacionamento e encontrar finalmente um segurança que nos soubesse informar, ficámos a saber que a feira do livro infantil estava noutro pavilhão... pertíssimo de casa.

Lá nos metemos num taxi e finalmente chegámos. Foi com alívio, confesso, que ouvi algumas pessoas a contarem que tinham ido à "Rural"... Encontraram o mesmo que nós, a montagem de uma feira de gado!

No espaço da feira, havia stands da responsabilidade de diferentes entidades: editoras, institutos e escolas, organismos estatais. Aqui e ali, havia uma clareira onde decorriam espectáculos com malabarismos, cantorias e até ginástica! Como fomos de manhã, não apanhámos muitos ateliês de actividades artísticas, mas dava para perceber espaços dedicados ao conto de contos e também às pinturas. Havia várias bibliotecas, que tinham um pouco de tudo, e que expunham os livros sem estarem à venda.

Confesso que fiquei um pouco desiludida... não tanto pela quantidade de livros expostos mas sim pela qualidade da ilustração, do design e da encadernação. Havia histórias com ilustrações lindas, mas encadernações e papéis feios; havia livros de capa dura e papel de muita qualidade com ilustrações feias e texto mal imposto... Que pena!

Mas, lá no meio, encontrámos algumas verdadeiras pérolas. Um deles era um livro-almofada; outro, sobre os opostos, mas com touros. E o terceiro, o que mais de perto me falou, foi um sobre pulgas. É verdade.

Visitas

No Domingo chegaram as primeiras visitas e, de agora até Setembro, esta vai ser uma casa cheia! Os pequenos-almoços são agora partilhados com viajantes, em vez da televisão. Ao jantar, temos sempre a mesa cheia! Já não me lembrava de como era cozinhar para mais pessoas. E há que dizer: até nem tenho cozinhado porque não só o Paulinho o faz com muito mais gosto que eu, como também estes dois amigos parecem umas verdadeiras formiguinhas trabalhadeiras a pôr mesa, levantar mesa, lavar a loiça, aquecer jantar, cozinhar...

Vivam as visitas!