domingo, 14 de outubro de 2007

Blog Action Day

Bloggers Unite - Blog Action Day

É simples, é fácil, talvez seja eficaz.

Tomei conhecimento desta iniciativa no blog da Rosa Pomar e também vou participar. A ideia é que se escreva um artigo relacionado com o tema proposto anualmente. E este ano é a defesa do meio ambiente.

De maneira que, amanhã, cá postarei um artigo sobre o assunto. Quem tiver vontade, vá ao site do Blog Action Day e registe também o seu blog.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Sudoku

O Manel mandou-me este link e disse-me que tinha "a minha cara".

Dou-lhe razão.

(Viram como fiz a menção à ligação anterior? Assim críptica, tal como eu criticava há uns posts atrás? Pois é, mas neste caso acho que se justifica. Há que manter a dignidade.)

E no dia 11...

...vamos correr no Nike Corre 10k! Já estamos inscritos e agora é continuar os treinos. Só espero que no dia 11 não esteja esta chuva porque com óculos não dá jeito nenhum.

Devo dizer que achei toda a campanha publicitária muito engraçada. Os senhores lá da Nike inventaram três clubes para a prova: o "Clube dos Corredores que não correm" (o símbolo é um caracol! E é o meu, claro!), o "Aves de fogo" (para os que correm mais regularmente do que "de vez em quando") e o "Cartel endorfina" (para os aficionados). Têm blogs para cada um dos clubes (eu estou a seguir apaixonadamente o do meu clube), têm grupos de treino aos Sábados de manhã (treinar de manhã ao Sábado??? É o que vou fazer no fds em que o Paulo não estiver. Mas até hoje ainda não tive coragem!), enfim, toda uma animação. Só é pena mesmo o tempo não estar a ajudar.

Sim, é verdade, também eu estou espantada com o meu entusiasmo por ir correr 10km. É o que faz o amor...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Esta Primavera fajuta

Esta Primavera fajuta está chuvosa. Deve ser o Abril águas mil versão hemisfério sul. Só sei é que chove, chove, chove há dias a fio. Não há maneira de vir o bom tempo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Não sei se ficou bem claro...

Por isso dou um exemplo:

Há parágrafos que falam de um trabalho que se está a fazer hoje. E então o autor do blog escreve qualquer coisa como:

"estou a fazer este desenho a pensar neste (hiperligação) e inspirei-me nisto (hiperligação) e nisto (hiperligação). Depois comprei este material (hiperligação) na loja do costume (hiperligação). E a seguir fui fazer yoga (hiperligação) e meditar sobre a minha viagem (hiperligação)."

Moral da história: para saber em quem ou em que o autor se inspirou, tenho de ir clicar, ir para outro sítio, perder o fio à meada, distrair-me com as coisas interessantes que lá há e depois voltar. Releio a frase e vou ver que material afinal é aquele. Perco-me. Volto. Qual será a loja do costume? Hmmm, curioso, também vendem "não sei o quê". Boa, agora já tenho mais este contacto. Relembro que estava a ler o artigo inicial e volto atrás. Ai, faz yoga? Que giro, deixa cá ver o que diz sobre o assunto. Clico. Será que ainda me lembro de voltar atrás? Se sim, fico a saber que medita sobre uma viagem qualquer, mas qual?

Chiiii! Já chega!

Lembro-me de ser miúda e de gostar de ficar a ler artigos da enciclopédia. Era passatempo para algumas horas andar a saltar de artigo em artigo, conforme indicado lá. Eram as hiperligações daquele tempo, com um ícone de uma mãozinha com o indicador espetado e o título do outro artigo a consultar a negrito.

Hoje em dia, estas hiperligações fazem-se com apenas um clic do rato. É giro e é útil, mas só até certo ponto.

Na minha rotina blóguica tenho vindo a aperceber-me de uma certa tendência para os autores exagerarem nas hiperligações que põem nos seus artigos. São links para fotografias no flickr, para artigos em jornais e revistas, para posts seus anteriores, para os blogs dos amigos, e a lista continua, praticamente sem fim. Os artigos aparecem polvilhados de palavras de cor diferente, já que a maior parte dos blogs que leio tem as palavras com ligações numa cor diferente do texto normal, o que acaba por ser uma distracção.

Distracção também é pensar em todos os vínculos que ali estão: quando é que os vou consultar? Quando terminar de ler o texto todo? À medida que o vou lendo?

De uma maneira muito mais século XXI ("sofisticada" poderá ser a palavra adequada), parece-se vagamente com o que aconteceu quando as pessoas começaram a ter computador e o word trazia "aquelas letras todas": de repente, tudo quanto era material impresso era feito com várias letras, algumas com efeitos de luz, cor e volume, umas em três dimensões...

Não é bem o mesmo, mas cansa da mesma maneira.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Rosas



Estas são as rosas oferecidas por alguém muito fofo a uma outra pessoa muito querida, que celebrou o seu aniversário cá connosco em Buenos Aires.

Já as sequei (algumas não resistiram a essa "Operação Triunfo") e agora não sei bem o que lhes fazer. Mas queria fazer algo.

Ando a pesquisar na net mas ainda não encontrei nenhuma solução que me agrade (e que não transforme este apartamento num "mar de velinhas e pot-pourri", ou seja, que não "cor-de-rose" demasiado o espaço).

Continuo a pesquisa.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Outra vez o ceviche

Já tinha falado aqui do ceviche mas volto a falar nessa maravilha da gastronomia peruana. É inevitável.

Depois do ceviche de Lima, na cevicheria La Mar (imperdível, inesquecível, quem foi não volta igual), é difícil encontrar uma versão local à altura. Não só porque cá em Buenos Aires temos a dificuldade da escassez de peixe fresco (leia-se "fresco" como "pescado na noite passada e comprado hoje na lota"), como também será muito difícil encontrar algo parecido com a mistura alquímica certa e exacta dos ingredientes peruanos in loco (em in loco leia-se "no La Mar").

Moral da história: quem procura sempre alcança, quem busca sempre encontra e, por um acaso do destino, a minha colega da aula de castelhano, a Clare falou-me no Carlitos.

O Carlitos é um tasco peruano na zona de Abasto, a zona famosa por ser onde o Carlos (Gardel) viveu e cantou. O Carlitos, por si só, merecia todo um post, todo um blog, na verdade. Só sobre o Carlitos se poderia escrever um livro e se rodaria todo um filme. Mas isso é outra conversa. O que interessa aqui é que no Carlitos encontrei finalmente um bom ceviche. Não é La Mar, nada disso; é um ceviche atascado, comido numa sala de paredes de azulejo de cozinha e luz fluorescente a condizer. As doses são lautas e saborosas mas tão económicas que fazem lembrar um daqueles restaurantes de província em Portugal (e o tapinlou no tasco na Areia Preta).

O ceviche do Carlitos é o oásis no deserto de carne que é Buenos Aires (e toda a Argentina, convenhamos). A par do sushi, é a alternativa possível para consumir peixe.

Enfim, não me alargo. Aqui vão fotografias para ilustrar. Não se assustem com o aspecto. O sabor é mnham. Muito mnham. Os próximos visitantes que se preparem, o Carlitos é obrigatório!


E sim, a toalha é de plástico!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Trovoada

Tivesse eu uma vista mais ampla da janela e estaria certamente a ver relâmpagos cinematográficos seguidos de estrondosos trovões.

Mas não. Na frente vejo o vizinho e as plantas da vizinha. E a chuva, que não parou ainda de cair.

De costas para a janela e virada para o computador, pelo canto do olho vejo os clarões da trovoada, que está aqui mesmo em cima. Não é que tenha propriamente medo, mas convenhamos que com sol tudo fica mais bonito.

Fim-de-semana de Primavera-Verão, segunda-feira de Outono-Inverno

Não há dúvida de que desde que os homens chegaram à Lua e mexeram lá nas anteninhas que o tempo anda todo ao contrário.

Sexta, Sábado e Domingo foram dias de Primavera-Verão. Sol e mangas curtas eram coisas que não se viam juntas há muito tempo - e aconteceram ainda ontem! Hoje, em contrapartida, tem sido trovoada (de acordar quem dorme que nem uma pedra) e chuva, humidade e escuridão. De repente, parece que fui teletransportada para... não sei, talvez a Escandinávia outonal.

Apesar das saudades que já sinto do fim-de-semana, os três dias de bonança foram bem aproveitados: na sexta, almocei numa esplanada e fui bombardeada pelos passarinhos que, também eles na faina primaveril, andavam numa lufa-lufa a alimentar as crias e a fazer as suas necessidades fisiológicas sem ter em conta que lá em baixo se almoçava.

No Sábado, apesar da busca do restaurante certo ter saído gorada, lá conseguimos comer peixe em forma de sushi (praticamente a única maneira de comer peixe fresco aqui; a outra é o ceviche, e era isso que procurávamos e não encontrámos). Depois do almoço, caminhámos por Palermo até ao roseiral, um jardim magnífico que tem sido todo recuperado pelo governo da cidade de acordo com os planos de 1914, se não estou em erro. Nos canteiros, há roseiras, roseiras e mais roseiras. Rosas ainda não há muitas, mas já se começa a adivinhar que daqui a mais algumas semanas aquele jardim vai ser um mar de cor e cheiro.

Como quase todos os jardins de cá, também este estava cheio de gente a tomar o seu mate ou apenas a apanhar sol. Uma maravilha.

O roseiral de Palermo está dentro do parque 3 de Febrero, também conhecido por "bosques de Palermo". Aqui juntam-se todos os aficionados do desporto: ele é gente a patinar, a jogar hóquei em patins (em linha), a correr, a jogar à bola, a andar de bicicleta... às vezes tenho pena que em Lisboa não se aproveitem assim os espaços públicos, sobretudo com a magnífica faixa à beira-rio de que a cidade dispõe.

Com um tempo tão bonito, quem é que quer estar em casa a fazer arrumações? Ficam para o próximo fds...

Viva o "Rosedal" de Palermo, talvez um dos espaços mais bonitos de toda a cidade!


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Estamos em época de milagres

Diz a minha Mãe e tem muita razão. O fatimense desta casa exultou com a notícia de ontem da eliminação do FCP pelo Fátima. Milagre, certamente.

Milagre também a saída de Santana Lopes a meio da entrevista, após a interrupção feita pela chegada de Mourinho em directo, notícia de suma importância nacional.

Não é frequente o Fátima ganhar ao FCP; também não é nada frequente o Santana Lopes fazer uma bem feita. Mas às vezes acontece.

Fight For Kisses

Gostei tanto que tive que o pôr aqui.

Encontrei-o aqui.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Recomeçou a Operação Triunfo!

E eu tão longe, sem RTPi...

(chamem-me "cursi", se quiserem, mas eu não quero saber. Sou fã, sou triunfeira, gostei tanto da segunda edição! Como é que hei-de fazer agora?)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Adeus ao sol de Inverno




Diz quem fotografa que não há nada como o sol de Inverno. Devo confessar que também gosto muito do sol das outras estações do ano (talvez mais para ir à praia que para fotografar).

Agora que o Inverno acabou e a Primavera se está a instalar, digo adeus ao frio com estas duas fotografias da Buenos Aires de uma tarde soalheira de Inverno. Digam lá se não é uma cidade fotogénica?

domingo, 23 de setembro de 2007

Sos un bombon parte II

O episódio do bombón do post anterior fez-me lembrar a viagem de táxi na semana passada até ao escritório do Paulo para depois partirmos para Las Leñas.

Cá, nos semáforos, há muita gente a ganhar a vida a vender coisas ou a fazer malabarismos ou afins. Os vendedores de rosas, que, em Lisboa, actuam principalmente nos restaurantes e nas ruas do Bairro Alto, aqui estão no meio do trânsito, sobretudo nos semáforos.

Estávamos nós num sinal vermelho e vem um senhor vender-me rosas.

"-Una rosa, bombón?"

Eu, pela janela semi-fechada, ri-me, agradeci e disse que não.

Mas o taxista não perdoou:

"-Ellos dicen lo que sea para vender, pero la verdad es que no se equivocó: sos un bombón!"

Se precisarem de tradução, avisem.

Sos un bombon

Cenário: restaurante de bairro, aqui perto de casa. Estou a tentar escolher a sobremesa e chamo o empregado para lhe fazer algumas perguntas.

"-Perdoná, el bombón suizo que es?
-Es como vos!"


Traduzo, para que não restem dúvidas: pergunto ao empregado o que era um "bombom suíço", ao que ele responde que é "como tu", ou seja, como eu.

Aqui, pausa.

De repente, um raio de compreensão ilumina-me e começo a rir-me, a rir-me que nem uma perdida. Olho para o Paulo, ele ri-se às gargalhadas com o descaramento do empregado de mandar um piropo destes à frente dele. Depois finalmente começou a descrição do bombom suíço.

Fiquei-me por uma mousse de chocolate.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

air: work in progress

A partir de hoje, vai estar disponível aqui um blog sobre o trabalho que estou a desenvolver. Está escrito em inglês e em português, para que os actuais clientes (portugueses e estrangeiros) o possam ler e, claro, com a esperança de que o grupo de leitores não-lusófonos aumente - e se converta em nova clientela.

Espero que gostem!

Filete porteño

Que grande trabalheira para pôr a imagem ali em cima! Para quem estiver distraído, é a imagem do título do blog. Não consegui pô-la exactamente como queria, mas a batalha entre mim e o HTML não foi totalmente perdida.

É a minha primeira ilustração com base no filete porteño, uma técnica nada e criada aqui em Buenos Aires que era usada nos camiões de distribuição de bens, para os diferenciar uns dos outros. Começou por ser uma aventura lírica de um pioneiro e, como o cliente gostou, passou a ser uma vantagem comparativa em relação à concorrência. Em poucos anos, camião que era camião, autocarro que era autocarro, veículo que era veículo e que se quisesse diferenciar tinha de ter um belo fileteado porteño.

Uma directiva do governo da cidade proíbe actualmente a sua utilização nos autocarros, por alegadamente dificultar a leitura. Então o que hoje temos é panelas fileteadas, chapinhas e caixas para pôr o mate. Bem, há mais coisas, mas não na loucura do antigamente.

Eu gosto do fileteado porteño e por isso decidi estudar um bocadinho mais. Ainda não uso a técnica completa (tinta esmaltada sobre metal, aplicada com pulso firme e pincel fininho), mas pode ser que um dia venha a fazê-lo. Até lá, vou-me entretendo com estas coisas.

Digamos sim à Primavera!

A ida a Las Leñas marcou a despedida do Inverno e a tão desejada chegada da Primavera. Qual tormenta de Santa Rosa, qual carapuça. Enquanto lutava para manter os esquis paralelos e uma pose absolutamente intocável de esquiadora experiente, ouvi o instrutor dizer que a neve estava má porque era aquilo a que costumam chamar neve de Primavera.

Estas palavrinhas, apesar de serem tristes para os amantes dos desportos de Inverno, fizeram desabrochar em mim - qual botão de flor - uma alegria tão intensa que se torna francamente indescritível. Sim, finalmente Primavera! Como explicar? Para mim é Inverno desde Dezembro... estou farta! Em Lisboa, apanhei "um dos Invernos mais frios desde há ...(muitos, não sei quantos) anos". Chego a Buenos Aires e tunfas, outro Inverno fenomenal, com queda de neve na cidade como bónus, como não acontecia há ... (acho que 80) anos. É bonito e tal, mas estou farta. Sinto-me uma sueca que vai a Lisboa em Fevereiro e veste uma camisa com palmeiras, calções e sandálias com meias brancas, só porque está sol e o termómetro marca a loucura de 11ºC.

No ano passado, quando cá estive, notei que havia muitas celebrações na rua relativas ao equinócio. Achei curioso que se celebrasse tanto a Primavera, não estava bem a compreender o entusiasmo de quem tem um Inverno bastante temperado. (Impõe-se aqui um parêntesis: aparentemente, nas culturas latino-americanas celebravam-se os equinócios, não os solstícios como acontece no hemisfério norte. Fecha parêntesis.) Já este ano, estou aí para as curvas! Sim, celebremos a Primavera! Celebremos o tempo ameno! Celebremos os parques, os jardins e o roseiral em flor dos bosques de Palermo! Sim! Sim!

Aaaaah...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O que aprendi no fim-de-semana

Aprendi muita coisa este fim-de-semana.

Primeiro, e talvez mais importante, aprendi a esquiar sem recorrer à famosa técnica de travagem que consiste em se atirar ao chão. Agora já travo. Não com muito estilo, vá, mas já travo.

Segundo, que funciona como alínea do primeiro, aprendi a descer as encostas aos ziguezagues. Já sabia a teoria, claro, mas no ski, como em tantas outras coisas, uma coisa é saber a teoria e outra muito diferente é praticá-la. Percebi que o ziguezague funciona. É cansativo, mas funciona.

Terceiro, que quem manda nos meus esquis sou eu. Era outra daquelas coisas que já sabia em teoria mas que parecia que na prática não resultava assim tão bem. Agora já sei que os posso inclinar um bocadinho mais ou um bocadinho menos, que os posso pôr mais paralelos ou mais concorrentes e que tudo isso tem um efeito prático no deslizamento (ou não) sobre a neve.

Quarto, aprendi o termo "macanudo", pertencente ao lunfardo não sei se argentino se exclusivamente porteño (hei-de averiguar). "Remacanudo", que é ainda mais que "macanudo" só, é a pessoa "porreira". E é o que era o instrutor que me instruiu durante estes dias, um chico cheio de paciência e boa onda que nos levou a descer as pistas lá para cima, pistas daquelas que eu nunca na vida haveria de sonhar descer. E desci!

(Abro um parêntesis para esclarecer aqui uma coisa muito importante: o primeiro instrutor de ski que tive foi o Paulo. Fez um óptimo trabalho, há que dizer, só que não foi ajudado por dois factores: o medo e a neve congelada do último dia em Chamonix. Ainda assim, os ensinamentos dele nessa altura valeram-me para estes três dias e pude rapidamente acompanhar o grupinho das aulas nas incursões a pistas mais difíceis. Ou mais intermédias, talvez seja mais rigoroso. Fecho parêntesis.)

Resumindo e concluindo: foi bom.





sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ai fida

Suspiro.

Apesar de estar contente com a ida a Las Leñas, tenho muita pena de não estar amanhã em Beja, no casamento dos meus primos. Serve o presente post para manifestar o karma de emigrante transatlântico, algo que já conhecia (mas talvez não me afectasse tanto) da vivência macaense.

Vai então um abraço oceânico para os Noivos, com uma lagrimita no olho e o coração apertado. E um beijinho a toda a família. Espero que gostem da minha participação sui generis na boda.

Palavras magicas

Las Leñas: 1ºC con probabilidad de nevadas...

Estas são hoje palavras mágicas para mim e para todos os colegas do Paulo que vamos até Las Leñas passar o fim-de-semana prolongado do feriado dos jaboneros. A viagem começa hoje em direcção aos Andes. Sábado, Domingo e segunda serão três dias de esqui! Chegamos a Buenos Aires na terça pela fresca, eles todos directos para o escritório para mais um dia de trabalho.

Bem, para alguns vão ser três dias de esqui; para outros, como eu, três dias de sobrevivência nos esquis. Iupi!!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Tormenta de Santa Rosa

A tormenta de Santa Rosa, ou - em bom português - a tempestade de Santa Rosa, é um fenómeno climático anual que tem lugar no final do Inverno austral, ou seja, agora. E é um pouco como deus: é omnipresente e omnipotente. Por esta altura, claro está.

Em Iguaçú apanhámos um frio, mas um frio!, de rachar. Um frio frio, com chuva e vento à mistura. A água das cataratas vinha mais quentinha que o ar... Aparentemente a tormenta de Santa Rosa não chegou lá, mas causou o frio.

Este fim-de-semana que passou, Buenos Aires - onde há apenas dois meses nevou - foi inundada por uma onda de calor de trinta graus centígrados. Que fazer com isto?

É bom saber que esta onda de calor é normal e se deve à já célebre tormenta da Santa e não às alterações climáticas e à chegada do homem à lua e consequente mexidela lá nas antenas. Diz que é normal, que é a chegada da Primavera, que agora desce outra vez a temperatura e começa a subir gradualmente.

Estamos à espera, mas já deu para ver que vai ser o cabo dos trabalhos para secar a roupa lavada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Agora que sou seculo XXI...

...não dá para não comentar duas, ok, três notícias que vi no Público (aliás, vi no Google Reader, por isso é que sou século XXI, 2007, e não século XXI, 2001).

A primeira é a da morte do Luciano Pavarotti. Foi com pena que a li, sobretudo porque nunca pensei que um homem daquele tamanho (hmmm... literal e metaforicamente) pudesse morrer. Pois, bem sei, é idiota. Mas não pensei mesmo. Fica na minha memória como um cantor lírico que não só abriu as portas da música "erudita" à música "pop" e vice-versa, como também se fartou de fazer algo pelos que não tinham maneira de ir ver os concertos dele.

A segunda é da ideia de José Saramago fundar uma nova Ibéria em que Portugal e Espanha são estados federados. Bem, como dizer, não quero entrar no óbvio da nossa independência de Espanha já há algum tempo. Penso que já ultrapassámos essa fase. Mas, honestamente, que sentido faz federalizar dois Estados dentro da União Europeia? Não é a União já um caminho para a federação de todos os Estados? Os bascos querem a independência, José Saramago a fusão...

A terceira é boa: não é que Portugal está no sétimo lugar do ranking mundial da modalidade "Governo Electrónico"? Estamos sempre tão habituados a estar na cauda de todas as listas (sejam elas quais forem) que este sétimo lugar mundial (e segundo europeu) é uma surpresa e uma alegria. A mim, facilita-me bastante a vida dado agora estar deste lado do lago Atlântico. Só falta mesmo é ser possível pagar a contribuição à Segurança Social através da Caixadirecta. Para quando?

(e agora um pequeno parêntesis, sobre outra notícia do Público: um motard a fazer um rali por estas bandas teve um acidente em "Antofagasta, a cerca de 300km de Buenos Aires". Alguém explique ao jornalista que Antofagasta não só fica no Norte do Chile como também a muito mais que 300km de Buenos Aires. 300km cá não são nada, são pinhões.)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Terminou a chilly season

Diz que sim. Espero que sim.

Com a chilly season foram também todas as visitas, que trocaram a silly por esta. Acabaram-se os dias de trabalho de turista, de passeios pela cidade e também pelo país, em que a planificação das actividades incluía inevitavelmente os restaurantes a visitar e os pratos novos a experimentar, os monumentos a ver e as ruas a percorrer.

O saldo é positivo: pisei apenas dois cocós, vi muitas coisas novas, comi pejerrey e visitei as quedas do Iguaçú, que elejo como o mais excitante de tudo. E recebi muitos, muitos miminhos, também em forma de favas e de ervilhas com ovos escalfados. Só para apreciadores!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vamos a La Plata oh oh oh oh oh








Campanhas


Amanhã começam sessenta dias de campanha eleitoral para as presidenciais argentinas.

A Cristina aparece na fotografia com o rímel todo empastelado, parece uma boneca (poderia parecer qualquer outra coisa? A dúvida persiste). Os outros candidatos... ora, que dizer? Os argentinos encolhem os ombros; eu divirto-me com estes disparates.

A Argentina é um país único


E estas coisas só podem acontecer cá. Ou em Macau, que também é um território único. Uma das coisas de que me lembro de me dizerem sempre no início da estadia lá era que, em Macau, só faltava ver porcos a voar. Pois isso aplica-se na perfeição à Argentina, com todas estas idiossincrasias locais. É giro.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Agora sim

Estava totalmente no início do século XXI a ler blogs, chamemos-lhe, "manualmente". Sim! Manualmente! Ou seja: ia à minha lista de blogs preferidos e clicava naqueles que me interessavam, um a um, e ia lê-los.

Não, que tremenda perda de tempo! (como se ler blogs, à partida, não fosse isso mesmo...)

Agora, sou toda uma nova pessoa, uma leitora actualizada, completamente Agosto de 2007, porque leio blogs a partir do google reader. Graças à paciência do Nuno, que deve ter ficado exasperado por me saber tão desfasada da realidade.

Estava à procura de uma categoria para classificar este post e não há nenhuma na minha lista que se adeque. Mas também se criar uma com o nome, digamos, "tecnologia", corro o risco de este post nunca vir a ter companhia lá!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Quebrada de Humahuaca











O que há de lindo em Jujuy está fora da cidade, mas dentro da província, que se divide em zonas turísticas de acordo com os ecossistemas. Têm a zona de selva, a zona dos vales, a zona dos salares e a da Quebrada de Humahuaca, que foi a que visitámos.

É uma paisagem desértica, seca, poeirenta e ventosa, mas o olhar nunca se cansa. Nem sequer posso dizer que a cada curva temos uma vista linda, porque a estrada raramente tem curvas. Mas a vista, essa, é sempre linda. Linda na sua versão abandonada, hostil e luminosa, tudo em partes iguais. No aconchego do aquecimento do carro, não sentimos o frio nem o vento, apenas o ar seco. Sequíssimo, na verdade, a humidade não ultrapassa os vinte e poucos pontos percentuais. A temperatura varia entre cerca dos zero graus e os vinte e qualquer coisa a meio do dia. À sombra, treme-se, seja a que hora for. Para combater a amplitude térmica, as construções típicas dos índios locais são construídas em adobe e têm a capacidade de manter a temperatura interior entre os 15º e os 20º C.

A pouca vegetação resume-se a cactos e a plantas espinhosas mas, segundo nos conta Omar, o guia turístico mais nostálgico da sociedade patriarcal que alguma vez conheci, a terra é tão fértil que basta atirar as sementes à terra. E regar com a (pouca) água do Rio Grande (que talvez seja grande em comprimento, não em caudal, pelo menos em dez dos doze meses do ano).

Ao longo da estrada, surgem aqui e ali uns aglomerados urbanos. Custa acreditar que haja quem viva aqui, todo o ano, por escolha própria. Mas sim. E muitas das aldeias foram posteriormente colonizadas pelos espanhóis, com o seu característico urbanismo ortogonal, praça de armas, igreja e cabildo.

O mate de coca faz o seu quinhão para ajudar a aclimatização (rima e é verdade), mas a altitude e a secura dão-me sonolência. Acrescido ao facto de a noite ter sido dura com a noite mal dormida na residencial. Adormeço no caminho de regresso, mas só depois de me certificar de haver visto a paleta dos pintores, uma sucessão de formações geológicas coloridas pela combinação vencedora dos minerais.

À chegada a Jujuy, a alma cheia de espaço e de paisagem; a mente já ocupada a pensar na última noite de Rio de Janeiro, a residencial de todos os horrores.

Do melhor


Jujuy é tão feio, tão triste e tão seco que este é um dos pontos altos da cidade.

Não vale a pena ficar lá a dormir, sobretudo se tiverem o azar de seguir o Guide du Routard e forem para a Residencial Rio de Janeiro. A única coisa que vale a pena é a comida. Óptima. Como sempre.

Padroes de Salta











sábado, 4 de agosto de 2007

A menina Salta?

Salta la Linda esteve linda esta semana. Menos linda esteve Jujuy, a última "grande" cidade argentina antes da Bolívia. Talvez também devesse pôr "argentina" entre aspas, porque aquela Argentina é completamente diferente desta daqui de Buenos Aires. Ou então aqui é que é uma Argentina entre parêntesis, uma bolha de gente, negócios e algum dinheiro.

Em Salta comemos empanadas, humitas e tamales, já para não falar do fantástico locro (que, dependendo da receita, tem um pouco mais - ou demais - cartilagens e ossos a dar o gosto ao estufado em forma de sopa). É uma pequena cidade de interior, que, tal como a capital federal, se divide por eixos que definem a contagem dos números das portas. Para baixo do eixo, tal como aqui, a cidade tem claramente menos dinheiro e é feita de pequeno comércio, oficinas e residências mais modestas. Para cima do eixo, todo um outro mundo: o centro histórico colonial e casas lindas, algumas apalaçadas.

Está rodeada de montanhas - os Andes - e no centro há um teleférico que sobe ao topo do cerro de São Bernardo. De lá, vê-se tudo. A cidade é pequenina, e na brochura que o teleférico faculta vem uma plantinha com os pontos de interesse. Na lista, até supermercados aparecem, a par da estrada para San Antonio de los Cobres e da Catedral.

As igrejas são lindas - a Catedral de Salta enfia a de Buenos Aires num chinelo - mas sempre com a bandeira nacional ao lado da do Vaticano... aqui, a autoridade é uma entidade meio confusa, uma mistura de Estado e Igreja.

De Jujuy não vale a pena falar muito. Noutra altura, uma palavrinha sobre a sinistra residencial onde ficámos alojadas e a onda esfumada de surrealismo sem limites do "dueño". Noutra altura.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

As despedidas

É tão bom termos visitas mas depois custa despedirmo-nos!

A Sílvia e o Ricardo foram hoje embora e foi com "uma lágrima no canto do olho" (dizer a cantar, como os Tubarões) que me despedi deles lá em baixo, junto ao táxi para o aeroporto. Foram dias de verdadeiro prazer! Pequenos-almoços com medias lunas (os croissants de cá), jantares de empanadas no Sanjuanino seguidos (sempre) de gelado de banana do Freddo, pão de espécie... ai, fida!

O serão de despedida foi na Viruta, onde finalmente dei os meus primeiros passos de tango. O Ricardo salvou-me das insistências de certo neo-zelandês até à chegada do Paulinho, com quem pude praticar o abraço tangueiro. Com a Sílvia concluí que o tango parece ser mais fácil que a salsa, pelo menos a um nível básico, e que requer menos meneio de ancas. E mais agarração!

E hoje a casa parece tão vazia...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Feria del Libro Infantil

Hoje foi dia de feira. Começou meio torto com o frio, a chuva e a ida em vão até ao centro de exposições "La Rural". É um centro de exposições absolutamente enorme, com duas entradas nos dois extremos das instalações que, de acordo com a escala americana, ficam a muitos, muitos minutos a pé uma da outra. Na segunda entrada, e depois de entrar num parque de estacionamento e encontrar finalmente um segurança que nos soubesse informar, ficámos a saber que a feira do livro infantil estava noutro pavilhão... pertíssimo de casa.

Lá nos metemos num taxi e finalmente chegámos. Foi com alívio, confesso, que ouvi algumas pessoas a contarem que tinham ido à "Rural"... Encontraram o mesmo que nós, a montagem de uma feira de gado!

No espaço da feira, havia stands da responsabilidade de diferentes entidades: editoras, institutos e escolas, organismos estatais. Aqui e ali, havia uma clareira onde decorriam espectáculos com malabarismos, cantorias e até ginástica! Como fomos de manhã, não apanhámos muitos ateliês de actividades artísticas, mas dava para perceber espaços dedicados ao conto de contos e também às pinturas. Havia várias bibliotecas, que tinham um pouco de tudo, e que expunham os livros sem estarem à venda.

Confesso que fiquei um pouco desiludida... não tanto pela quantidade de livros expostos mas sim pela qualidade da ilustração, do design e da encadernação. Havia histórias com ilustrações lindas, mas encadernações e papéis feios; havia livros de capa dura e papel de muita qualidade com ilustrações feias e texto mal imposto... Que pena!

Mas, lá no meio, encontrámos algumas verdadeiras pérolas. Um deles era um livro-almofada; outro, sobre os opostos, mas com touros. E o terceiro, o que mais de perto me falou, foi um sobre pulgas. É verdade.

Visitas

No Domingo chegaram as primeiras visitas e, de agora até Setembro, esta vai ser uma casa cheia! Os pequenos-almoços são agora partilhados com viajantes, em vez da televisão. Ao jantar, temos sempre a mesa cheia! Já não me lembrava de como era cozinhar para mais pessoas. E há que dizer: até nem tenho cozinhado porque não só o Paulinho o faz com muito mais gosto que eu, como também estes dois amigos parecem umas verdadeiras formiguinhas trabalhadeiras a pôr mesa, levantar mesa, lavar a loiça, aquecer jantar, cozinhar...

Vivam as visitas!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Sai do video!

Isto é o que me diz a Carolina quando falamos no Skype, com a câmara ligada.

A Carolina já pede para ligar o Skype, mas quando se depara com a chamada, já não acha tanta piada. Afinal a Bi está só no ecrã, que ainda para mais é frio, parece de plástico e não responde aos beijinhos que ela dá. Aí começa o disparate: cansa-se da converseta, mas que coisa é esta de estar a fazer como faz o pato para alguém que fala segundos depois de ter aberto a boca? Ainda para mais, ó Bi, tu sabes perfeitamente como é que faz o pato, portanto olha: "cuncunco!", que é como quem diz "não estou com paciência e tudo o que me perguntares daqui para a frente vai ser cuncunco.".

Às vezes, há soluções bastante engenhosas para dar a volta ao texto: o Avô põe o computador em cima da mesinha onde ela faz os seus desenhos. E assim lá me vai contando: "um sol", a cor do lápis é "amaielo" e "olha o lápiche pequenininho".

Vou matando as saudades e vendo (e ouvindo) os progressos da minha sobrinha. Os caracóis vão-lhe crescendo e há sempre um mais selvagem que lhe cai para a testa. Todos os dias tem uma palavra nova. Ontem perguntou-me: "ó Bi, que é isto, xabes?". Ou então diz: "é giro, não é?".

Não só é giro como também é super giro, re-giro, mas eu estou cá tão longe e fico sempre com um sabor agridoce na boca: viva o skype por nos permitir ver imagens pixelizadas das sobrinhas lindas (e do resto da família, claro) e fora o skype por não nos deixar sair do vídeo quando a nossa sobrinha pede.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Quem é que aguenta isto?

Está um "piiiiiiii" tão agudo a tocar há uns minutos. Ao princípio não se nota, mas quando finalmente se nota, torna-se um som perfuranto-horribilis dos ouvidos.

Vou ter mesmo de recorrer aos tampões. Misericórdia!

Ades cá vir


O meu novo vício, intercalado com o Cachamai, é o Ades de morango e kiwi, edição de Verão.

O Verão já se foi há muito, muito tempo (para mim já terminou em Setembro do ano passado, quando vim de férias para a Argentina), mas a bebida ficou. Felizmente: é uma bebida de soja com morango e kiwi. Boas notícias para quem não gosta de leite de soja: não sabe a leite. Boas notícias para quem gosta de morango: sabe muito a morango e pouco a kiwi. Estou absolutamente rendida. Não. Estou viciada. As instruções nesta casa são: "quem vai ao super, traz Ades de morango". E assim vou repondo o stock.

Ainda por cima, tem o nome certo para o trocadilho, que mais poderia eu querer?

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O cachamai é uma instituição


O cachamai é um chá argentino. Quem diz chá diz infusão: uma infusão de várias ervas digestivas, dizem eles.

Eu digo que é um chá mnham que voou em poucos dias. Cá em casa já tem música (a do Dartacão) e canto-a sempre que vou aquecer a água e preparar o bule. Já que não aderi ao mate, adiro ao cachamai e sinto-me integrada. E já sei que quando me for embora da Argentina vou ter de levar um carregamento. Até porque me quer parecer que a Carolina, fã de "chachinho", vai gostar!

Cavalheirismo existe

Ando há algum tempo para escrever um post sobre este assunto, o cavalheirismo, e agora, que estou a fazer uma pausa no trabalho, chegou o momento.

Da primeira vez que me deparei com isto, não percebi realmente o que se estava a passar, pareceu-me mais uma hesitação. Falo da fila para o autocarro. Os argentinos, um pouco como os portugueses, fazem filas para tudo, sobretudo nos supermercados. Neste cenário, o panorama é sempre assustador: meia hora de espera para pagar é algo bastante comum. Embora seja muito chato, compreendo que as pessoas tentem passar à frente...mas a tarefa não é nada fácil, porque quem espera desespera e quem desespera tem olho de lince, ouvido fino, pé leve e cotovelo aguçado para espantar os penetras.

Quando chegamos à fila do autocarro, talvez porque passem tantos e a oferta seja abundante, as coisas invertem-se. Os homens, pura e simplesmente, não sobem para o veículo (devia dizer "não escalam o veículo", porque é disso que se trata) enquanto houver uma mulher à espera. É mesmo verdade. Deixam passar as senhoras t-o-d-a-s antes de entrar. E se calha a estarem em primeiro lugar na fila, olham para trás para ver se há mulheres à espera.

Da segunda vez que me aconteceu é que percebi bem o que se estava a passar. Ofereci ao simpático cavalheiro a passagem, mas claro que ele não aceitou. Confesso que me senti um pouco constragida, que isto das filas para os autocarros lisboetas deixam calo na consciência de uma pessoa. E agora, enfim, já me adaptei a esta situação.

Tenho duas teorias, mas desde já aviso que gosto mais da primeira: é cavalheirismo puro e duro e os homens fazem isso porque, a maior parte das vezes, os autocarros retomam a marcha antes de toda a gente subir e antes de poderem fechar as portas.

Ou então é para poder olhar para os traseiros das mulheres.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Exames

Há já algum tempo que não tinha que estudar nem tinha exames de nada e por isso agora até sabe bem pôr à prova os conhecimentos adquiridos no curso intensivo de castelhano que agora termina. Hoje foi dia de exame oral, amanhã é dia de exame escrito. Só espero não me distrair e não fazer daqueles erros super parvos em coisas perfeitamente simples. Sou bastante especialista nisso.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Entretém de Inverno


Nos serões de Inverno há coisas que vêm mesmo a calhar: um chazinho quente, uma mantinha e um puzzle. Acho que este vai dar para alguns dias...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O bom tempo é aqui


Apesar do frio lá fora, aqui está-se bem.

Está a nevar


Na fotografia não se vê muito bem, mas está a nevar em Buenos Aires. Tal como em Lisboa, o fenómeno cá é raro. Mas hoje vêem-se floquitos a cair do céu.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Turista em Buenos Aires

Já não me lembrava do que era ser turista em Buenos Aires e nestes dias estive a recuperar essa sensação a passear com a Guida. Hoje andámos por Palermo, visitámos a livraria Ateneo na Santa Fé, instalada num antigo teatro e, ao final da tarde, estivémos no Tortoni a absorver as vibrações à la Majestic portuense.

Agora esperamos a chegada chilena do Paulinho para um jantar mais tardio. E a Guida quer aprender a tocar cavaquinho.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Porque será...

...que fica nevoeiro quando está para chegar alguém de avião a Ezeiza? O voo da Guida já está atrasado duas horas... e o do Paulo saiu (apenas) meia-hora atrasado esta manhã.

Estou a fazer figas e a rezar a Santa Ezeiza. Parece um paradoxo esta mistura de rezas e de figas, mas não é, é mais ou menos a mesma coisa. É como um "chover no molhado" ou "subir para cima", um pleonasmo. Mas pode ser que ajude.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Sabem quem chega amanhã?

É a Bau!

Vem do Rio aos Ares passar uma semana connosco. Calha mesmo bem porque assim tenho companhia na ausência chilena do Paulinho.

Vou já preparar o casaco para levar amanhã para o aeroporto, que isto quem vem do Rio não traz abrigo-abrigado, só camisolita-pele-de-batata.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Colômbia parte V: de pulseirinha posta

Três dias in-tei-ros de sol e de sesta, de banhos e de leituras à beira-mar ou perto da piscina. Ao longe, no horizonte, uma ilhota tropical cheia de palmeiras a emergir de um mar de uma cor entre o turquesa e o celeste. Enfim, pouco habitual para os nossos olhos destas zonas temperadas.

A pulseirinha posta significava que tudo estava incluído e, durante três dias, soube bem não ter de pensar onde íamos jantar ou almoçar. Já sabíamos que era algures por ali, que não íamos ter trabalho nem esperar muito pela refeição. E, já que estamos nisto, a qualidade e a variedade da oferta não era nada má.

Nos bares do hotel, o Paulo ficou fã do Malecón de los Enamorados que, para ele, se transformou em Molocotón de los Enamorados. Por falar em melocotón, de repente na Colômbia o léxico já é mais parecido com o de Espanha: frutilla já é fresa outra vez, tal como durazno volta a ser melocotón.

(A anedota, a respeito dos nomes das frutas, foi mesmo em Bogotá, alguns dias depois, quando quis pedir um batido de banana. Havia lá um batido de banano, mas uma pessoa nunca sabe ao certo até que ponto estes nomes são verdadeiros ou falsos amigos, dado que, na língua espanhola, uma palavra super comum num país pode ser uma asneira odiosa noutro. E por isso, fiz a figura de parva do ano ao perguntar ao rapaz se banano era banana... Aqui na Argentina, banana é banana, mas por exemplo batata é papa e batata doce é batata. Uma pessoa confunde-se!)

Voltando a San Andrés e ao Malecón de los Enamorados das predilecções do Paulo, nos bares do hotel até os cigarros estavam incluídos, imagine-se!!! Pela parte que me toca, fiquei-me pelos sumos naturais e olá se bebi muito sumo de maracujá, de morango, de guanabana, de lulu, de banana... (não me perguntem que frutas esquisitas são estas pois não faço ideia dos respectivos nomes em português).

Li o livro do Murakami num ápice: depois do da Almudena Grandes, com para cima de trinta mil páginas, despachei uns quantos em muito pouco tempo. Foi bom, bom não ter de parar de ler para ir trabalhar ou para outro compromisso qualquer. Foi ler, e depois ler e no intervalo dormir a sesta.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Cartagena: algumas fotografias

Gosto desta







A Heróica chiva do nosso contentamento





Momento embaraçoso

Hoje fui pagar uma factura de electricidade já vencida. Para quem não sabe, não sei se em toda a Argentina, mas pelo menos em Buenos Aires há uma coisa chamada "Pago Fácil" e que, supostamente, devia facilitar o pagamento das contas. Mas não facilita. Em todo o caso, como a factura estava vencida, já não dava para pagar no "Pago Fácil" (que é difícil) e tive de ir directamente a uma das sucursais da companhia de electricidade, que por sinal até ficava pertinho da aula de castelhano.

Quando cheguei, o segurança sorriu-me e perguntou-me se me podia ajudar (até aí tudo bem), indicou-me onde é que devia pagar a factura (tudo bem também) e lá fui eu.

Paguei a factura sem novidade (confesso que estranhei!) e dirigi-me à saída, passando, naturalmente, pelo segurança.

Disse-me qualquer coisa que não percebi, aproximei-me, depois percebi que estava a ser simpático e a oferecer a mesa dele para eu apoiar o meu saco enquanto arrumava a tralha toda lá dentro. Aproximei-me e sorri, ele estava a ser simpático, vá, e vai daí ele sai de trás da mesa e vem dar-me um beijo.

Na cara, sim, também era o que mais faltava.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Colômbia parte III: Cartagena City Tour

Uma das atracções na visita a Cartagena é o city tour numa típica chiva, um veículo local de passeio adequado ao calor e ao carácter festivo, com ventilação natural e muita, muita cor. No fundo, é uma camioneta parecida com um eléctrico de São Francisco, só que muito, mas mesmo muito ruidosa. Cada uma tem um nome e a que nos calhou era "Heróica". Heróica, sim, porque lá subiu a inclinada ladeira até ao convento, sobretudo tendo em conta que o peso médio dos passageiros era largamente superior aos nossos (somados).

Arranjámos, na boa tradição da família Monteiro Ramos, nominhos para todos os participantes do passeio, inclusivamente para o tonto que ia a fazer a reportagem em vídeo e que vendia o DVD a 50 000 pesos colombianos (algo como 25 euros, após consultar o meu conversor humano de divisas). Explicou-nos, entre dois monumentos, o conteúdo do seu magnífico DVD e pediu-nos que manifestássemos atempadamente o nosso interesse para que pudesse filmar-nos mais... claro está que o meu jogo durante a tarde passou a ser a "fuga ao filme", escondendo-me sempre subtilmente atrás de alguém. Ele percebeu e passou a chamar-nos o tempo todo: "Portugal, Portugal! Donde está el cabrón? En la mochila?".

(faço aqui uma pausa dramática para enfatizar a pergunta anterior e esboçar a que se impõe: "cabrón? hmmm?". Preocupação no rosto da minha Mãe: "ai, desgraça da rapariga agora aqui a dizer tantos disparates, para o que lhe deu!". Mãe, nada temas: tudo tem uma explicação.)

No convento, o guia contou uma lenda sobre um "cabrón" que tinha desaparecido. Confesso que não me lembro bem dos pormenores mas aparentemente o tal "cabrón" refere-se a um bicho que era adorado e provavelmente sacrificado por seitas não-cristãs, o que provocou o estupor nos primeiros missionários que lá chegaram ao alto do monte e se depararam com o espectáculo.

No meio disto tudo, o choné do homem-vídeo teve sorte: esboçámos o nosso melhor sorriso amarelo e não respondemos torto...

Colômbia parte II: em Cartagena

Cartagena é uma cidade com um centro histórico muralhado e, diga-se de passagem, muito bem conservado. A traça é espanhola, claro, com ruas mais ou menos ortogonais, muitas praças e casas com entre um e três pisos, as mais baixas para os estratos sociais mais baixos, subindo em altura à medida que o seu proprietário sobe na pirâmide social. Isto, claro, na época colonial, dado que agora todo o centro é a área de maior excelência com o metro quadrado mais caro da Colômbia, se não estou em erro. É lá que está a casa de veraneio do Gabriel Garcia Márquez, por exemplo.

A cidade colonial é linda. Muito bem conservada e pintada com cores vivas, nas varandas de madeira vêem-se plantas trepadeiras e muitas flores. Nas ruas, as pessoas sentam-se e tentam combater o calor com o ocasional leque, ou então apenas prostradas à sombra de uma árvore, à espera da brisa. O calor, pelo menos em Junho, é perto do infernal, a humidade não lhe fica atrás e dá o golpe de misericórdia no banho fresco acabado de tomar. A mosquitagem não ajuda, é certo, mas há sempre um suminho natural delicioso para beber.

(Um pequenino à parte: bebi uma limonada com leite de coco que ainda hoje me deixa de água na boca...)

Fora das muralhas há algumas ruas coloniais, o castelo de São Felipe de Barajas e, em cima da única colina, um convento (achava que era de Santa Clara mas diz o Paulo que é de Santo Agostinho).

As zonas novas têm encantos naturais parecidos com o Rio de Janeiro (numa escala mais pequena), com o recorte da costa a fazer praias em plena cidade, e os desencantos da paisagem humanizada não planeada. Apesar disso, por não ser muito grande, é uma cidade que mantém o seu encanto praticamente intacto e um passeio no seu centro histórico numa carruagem puxada por cavalos é um momento absolutamente inesquecível.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Colômbia parte I: aventuras e desventuras nos aeroportos desta América Latina

As férias começaram numa fria madrugada porteña.

Contrariamente ao que temia, os radares do aeroporto e a meteorologia não nos decepcionaram. O que nos ia deixando em terra, isso sim, foi a velocidade (ou a falta dela!) do check-in para o voo Buenos Aires-Bogotá. Estivemos na fila mais de hora e meia e, quando chegámos ao balcão, lá pudemos compreender o porquê de tanta demora. A emissão dos cartões de embarque, bem como as demais operações, era feita manualmente. Sim, manualmente! O cartão de embarque vinha preenchido à mão... Enquanto o funcionário preenchia o dito cartão, era preciso ir a outro balcão pagar a taxa de entrada na Colômbia. Assim é, paga-se uma taxa para entrar no país.

A viagem é bastante longa, algo entre seis e sete horas. E estamos sempre na América do Sul! Estes passageiros dormiram o tempo quase todo porque a alvorada havia sido antes das cinco da manhã.

A escala em Bogotá foi, provavelmente, a escala mais rápida da história. A imigração foi completada em menos de nada, com acesso às filas preferenciais da tripulação e de diplomatas e umas meninas da Avianca, localizadas em pontos estratégicos, chamavam-nos e registavam o nosso progresso naquele jogo de pista em direcção ao terminal doméstico. Ali entrámos por uma porta e saímos imediatamente por outra, num verdadeiro "sem passar pela casa da partida nem receber dois contos". A ida à casa-de-banho foi um novo contra-relógio em que desembaraçar-me do cinto foi um problema.

Chegámos por fim ao avião e, uma hora e uns trocos depois, a Cartagena de Indias, a nossa primeira paragem na Colômbia, terra de calor húmido e mar caribenho, ceviche e outras iguarias com peixinho fresco.

Colômbia: introdução

Em primeiro lugar, desengane-se quem pensa que a Colômbia é toda igual àquilo que aparece nos filmes de Hollywood. A Colômbia que visitei é sítio de boa comida, peixe bem fresco e gente muito simpática. Já me estava a esquecer de que o castelhano que falam é o mais cortês e bonito que ouvi até agora: não há frase sem floreado e até a simples resposta a um "gracias" é um "con mucho gusto, para servirle".

Os primeiros três dias foram passados em Cartagena de Indias, uma cidade muralhada no mar das Caraíbas, ou seja, na costa colombiana atlântica. Daí voámos para San Andrés, uma ilha mais perto da Nicarágua que da Colômbia, mas que "por adopção" (como nos explicou o taxista assim que chegámos) pertencia a este último país. Os últimos três dias foram passados em Bogotá, que funcionou como plataforma de readaptação ao frio e à cidade.

Chegámos a Buenos Aires em dia de eleições municipais com o bom auspício do radar de Ezeiza e hoje foi o regresso ao trabalho.

Ora foi assim...

domingo, 24 de junho de 2007

De regresso

O radar cooperou tanto na ida como no regresso e hoje chegámos a uma Buenos Aires com -2ºC. O estágio em Bogotá, que está num planalto a 2800m sobre o nível do mar, ajudou a fazer a transição do calor tropical de San Andres para o Inverno austral.

Brevemente, neste "sítio do costume", relatos e imagens da Colômbia.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Colombia

Amanhã, se o nevoeiro e o radar do aeroporto de Ezeiza não se opuserem, lá vamos nós em direcção à Colômbia, país de grandes cidades, belas praias e espero que fantástica comida. Estou desejosa de comer peixinho fresco verdadeiro!

Estou ainda mais desejosa de visitar este país e de opôr àquilo que vou encontrar todas aquelas imagens feitas vendidas pelos filmes americanos e pela distância (mais que física, do desconhecimento) que separa a Colômbia da Europa. Para além de Gabriel García Márquez, Shakira, droga e violência, certamente que a Colômbia tem muito, muito mais para mostrar. Acho que só Bogotá tem mais habitantes que "todó" Portugal...!

Também estive a ver a previsão do tempo: ora em Buenos Aires amanhã vamos ter chuva e temperaturas entre os 3º e os 14º. Para Cartagena de las Indias, onde já vamos passar a tarde (lá está, se o radar cooperar), a previsão indica 31º!

Bem, tenho de ir escolher a roupa e fazer a mala! :D

A tareia

"A tareia" é o título das três minhas últimas noites: sonho leve, com pesadelos e uma sensação geral de "ter levado uma sova" ao acordar. Mudámos de colchão.

Tenho saudades do meu querido e já algo gasto colchão de Portugal. Até já tenho saudades do colchão IKEA que estava antes na cama. Agora é um ferrari (qual ferrari, eu gosto mais de porsche!) do mundo dos colchões, mas deixa-me toda dorida.

Como diria certa mini-pessoa (cujo nome não podemos revelar): "ai, fida!".

terça-feira, 12 de junho de 2007

Santo Antoninho, tao longe me vais ficando!

Até nem sou uma fanática das multidões e dos apertões característicos da data, mas não posso deixar de sentir alguma nostalgia quando penso na sangria má, na barulheira até de manhã, no cheiro a fritos das farturas e na sardinha com salada de tomate e pimento verde, no bailarico (nos últimos anos ao som de um sucedâneo de Ivete Sangalo) e na dor de pés ao final da noite.

Mas, agora que estou cá longe, todas estas coisas adquirem um carácter pitoresco e o saborzinho a Lisboa, a bairro e a Verão, trazem-me saudosa e suspirante.

Nitidamente as raparigas argentinas não precisam de pôr ao luar o nome dos seus pretendentes: são tão lindas de cair para o lado que o Santo António aqui não tem trabalho nenhum.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Diz que e uma especie de uniformizacao

Só que sem ser.

Este post também podia ter como título "formatos há muitos, seu palerma", porque é mesmo isso. É uma uniformização de formatos sem ser (qual A4, qual letter!) e a multiplicação da dimensão.

É que aqui na Argentina não há factura que tenha o mesmo formato que a seguinte. E que nem se pense que a largura máxima do envelope DL (esse sim, obedece à uniformização) constitui barreira à variedade de tamanhos. Cada folha é uma folha e, na sua autêntica unidade, tem um formato diferente da folha seguinte.

O dossier das facturas, que em Portugal fica tão arrumadinho (e gordo, pois...), cá é uma paleta de formatos de papel cujos modelos provavelmente nem nomes têm. A Telefónica, por exemplo, que é a mãe da Movistar (acho que não estou a cometer um grande erro, mas sabe-se lá!), tem uma factura com uma dimensão diferente da sua filha. Talvez porque a Movistar é filha e seja mais pequena? Não me parece. Uma é mais larga, a outra mais comprida. Ambas cabem no envelope, mas uma mais folgada, a outra menos.

Isto é um problema grande para uma designer! Eu gosto de ver as folhas arrumadinhas e com os furos para entrar no dossier no sítio certo, nem mais acima, nem mais abaixo! Mas não. Cá não. Agora a minha política é marcar-lhes o meio, a cada uma, e furá-las aí.

Quanto ao aspecto do dossier... nem vale a pena falar.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

As maravilhas da tecnica

Tenho vindo a descobrir as maravilhas do leitor mp3 que os meus pais me ofereceram de forma algo progressiva. Primeiro, delirei com o facto de ter rádio. Depois comecei a gostar de lá ter música. E agora descobri a maravilha dos podcasts. Estou feliz com esta descoberta porque é um óptimo substituto para a leitura enquanto almoço. Muito mais ergonómico também: como não posso pôr o livro dentro do prato e tenho a chamada "miopia" (embora os anglófonos o digam muito mais explicitamente com o seu "shortsighted"), às vezes não consigo ver bem as letritas e tenho de repetir tudo até me cansar.

E aqui surge a descoberta do podcast. Neste momento, subscrevo uns podcasts do Nuno Markl, umas coisas curtinhas para a palhaçada, e um podcast sobre ilustração, ilustradores e ilustradores-designers. São entrevistas que demoram cerca de hora, hora e meia e que brotam uma conversa informal para dentro dos meus ouvidos enquanto me reabasteço. É quase como se estivesse a almoçar com eles, mas sem ter de me preocupar com ter boas maneiras à mesa. Também ouço nas viagens de autocarro, embora aqui seja mais difícil por causa do ruído de fundo dos motores e das buzinas. Ou enquanto estou no supermercado, tentando perceber a diferença entre ovos brancos e castanhos.

Quando chego a casa, vou espreitar as páginas dos entrevistados e ver os seus trabalhos, para construir uma imagem visual do trabalho referido na entrevista.

Estou absolutamente rendida e já decidi que o próximo passo é um audiobook.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Telegoelando

Estamos em Junho!

Junho, para mim, era sinónimo de manjerico, calor, dias longos, decorações de papel pelas ruas, santos populares, sardinha assada, bailaricos improvisados e a minha fartura anual ("fartura anual" é ambíguo... explico-me: refiro-me especificamente ao frito coberto de açúcar e canela, na única vez que o como durante todo o ano).

Este ano, Junho é mais parecido com Novembro ou Dezembro, com frio, casacos e camisolas. Sim, e sol, é verdade, e vento. E nada de castanhas, porque as que encomendei na mercearia e que paguei a preço de ouro vinham podres.

Este ano, Junho é televisão! A primeira semana (esta que começa hoje - ou talvez ontem) é marcada pela "semana clímax" do WB Channel, em que todas séries têm o seu último episódio. Portanto prevejo uma barrigada de sofá, televisão como se não houvesse amanhã (ou próxima semana... o que será que vão pôr no ar na próxima semana?). E até calhou bem, dado que o Paulo está no Chile.

Bau in Rio, estás preparada? Podemos sempre ligar-nos pelo skype e ir comentando tudo durante no intervalo, o que te parece?