Uma celebração de aniversário de um Príncipe dura vários dias e começa, como não podia deixar de ser, diante de uma bela refeição. Fomos a um
favorito nosso antes de partirmos para a nossa aventura de fim-de-semana, sobre a qual eu continuava a permanecer na total escuridão.

(Babem, babem. É um delicioso prato de
baclava, que rima com "isto é muita bom, pá.")
Aqui há uns tempos atrás, queixei-me ao senhor meu Príncipe que ele não era assim muito bom a fazer surpresas; praticamente não aguentava o segredo e começava logo a dar-me pistas, acho que porque queria mesmo, mesmo, mesmo partilhar a sua excitação comigo. Após dita queixa, transfigurou-se, metamorfoseou-se, e quis provar que eu estava errada. Conseguiu, digo eu, porque este fim-de-semana, que ele planeou para festejar o
seu aniversário, foi uma total e completa surpresa que ele quis explorar até ao fim.
Ao sairmos do restaurante, levou-me a praticamente todos os lugares onde se apanhava barco ou avião para as possibilidades de um fim-de-semana fora aqui no Panamá. Chegou mesmo a procurar lugar no estacionamento do aeroporto doméstico... e a seguir depois para um hotel na selva, aqui perto da cidade, que era outra das opções. Andou, deu voltas, eu até já estava a ficar um pouquinho farta de tudo aquilo. Até que finalmente me diz que estávamos a caminho, e vai de cruzar o canal na ponte mais perdida atrás do sol posto, a caminho do Oeste. Passámos, portanto, na Ponte do Centenário, uns belos quilómetros a norte. Uma estreia.
E aqui tomámos, finalmente, o caminho para o nosso destino de fim-de-semana, o magnífico e imperdível Valle de Antón.
Esta zona, a cerca de hora e meia de carro da capital, encontra-se no meio do vestígio de cordilheira andina que aqui temos; por estar mais elevado, tem uma temperatura mais fresca. Para alguns, estava "frio"; para mim, aqueles 26ºC eram o melhor presente do mundo, sobretudo tendo em conta que a humidade, aqui neste país, varia entre os 90% e os 98%,
todo o ano.
Ficámos instalados num hotel muito bonito e cuidado, que também dispõe de spa. Chama-se
Los Mandarinos e o serviço é excelente, apesar de se parecer mais com uma pensão boutique que com um hotel. É pequenino, com ar de casa de palácio de família espanhola que realmente um hotel. E isto é um elogio.
Os jardins são muito bonitos e bem cuidados e pudemos dormir em completo silêncio, coisa que roça o verdadeiro luxo.
Fizemos umas deliciosas massagens para (pigarreio) combater as calorias extra dos deliciosos jantares na
Casa de Lourdes.
Mas essas são outras histórias.