terça-feira, 13 de novembro de 2012

Na Flórida, parques temáticos

Tanto eu como o Príncipe tínhamos, em criança (e não tão criança) visitado os parques temáticos da Disney (eu também tinha visitado o da Universal Studios, na Califórnia, aos onze anos). Por isso, ambos tínhamos vontade de revisitar e, quem sabe, voltar a sentir a magia que nos lembrávamos de ter sentido.

Tínhamos alguns dias e pensávamos que os íamos encher de parques temáticos. Não foi o caso, porque ao segundo dia já bastava, mas esses dois dias foram muito apreciados e aproveitados.

No primeiro, comprámos bilhete para visitar o Islands of Adventure, no complexo da Universal Studios. Neste complexo há dois parques, uma zona de lazer com restaurantes e lojas, para a qual não é necessário adquirir bilhete. Há também um hotel. Nós decidimo-nos por só comprar bilhete para um parque, e estou convencida de que fizemos bem.

Chegámos pela fresca, assim que abriu. Delirei com a arrumação dos carros no parque de estacionamento: havia funcionários que iam organizando o preenchimento dos lugares não pela vontade dos condutores mas por ordem. O primeiro carro ficava no último lugar da última fila, o penúltimo imediatamente ao lado. Assim que se preenchia a última, avançava-se para a penúltima e repetia-se o processo. Assim deixámos o carro num instante e preparámo-nos para um dia de muita caminhada.

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Harry Potter neighbourhood at Universal's Islands of Adventure

Primeira paragem, o bairro do Harry Potter. Esta secção é recente e tem duas grandes montanhas-russas, uma mais pequena ("familiar", como lhe chamam) e outras atracções divertidas. Muitas lojas, onde é possível comprar roupa, varinhas mágicas, capas, enfim, mercadoria relacionada com o tema. Confesso, não sou fã: mas o bairro está muito bonito, a imitar uma vila medieval inglesa, com casas inclinadas, telhados nevados e umas barricas onde se vendiam bebidas e lanches.

A bebida favorita da zona é a butterbeer, que nós também quisemos experimentar. Imediatamente foi eleita a pior coisa de todas as férias, e conseguiu manter o lugar até ao fim dos quinze dias. Feito impressionante e indiscutível, a butterbeer é um refrigerante com sabor a caramelo, talvez a bolacha de caramelo, com gás. E... bem, para mim, intragável. Mas uma experiência interessante.

Candy for Harry!

At Islands of Adventure

Look!

As montanhas-russas da zona são muito giras, movidas e cheias de altos e baixos, mas a mais impressionante é a do Hulk. Foi também eleita como a melhor do dia, e foi bem divertida. Quando fomos, comecei por sofrer um bocadinho de medo, acabei a sofrer de falta de equilíbrio, mas o percurso tem uma surpresa, logo ao início, que acaba por marcar todo o itinerário de altos e baixos. O Príncipe repetiu e eu tirei-lhe várias fotografias. Quem o encontra?

The Hulk roller coaster

No dia seguinte fomos para o conjunto de parques da Disney, com um bilhete multi-parques nas mãos. Visitámos o Epcot Center, em primeiro lugar, e depois apanhámos o monorail para o Magic Kingdom.

Epcot Center Dome

O Príncipe queria rever o primeiro por ter lembranças dignas de ficção científica de quando tinha visitado, há 26 anos atrás. Pois bem, o Epcot Center continua praticamente como estava nessa altura. Depois tem uma parte, à volta de um lago, com representações de vários países. Pagodes na China, pizzarias na Itália, templos japoneses, enfim, não muito interessante para quem tem vontade de visitar os próprios países, não o pedaço feito de gesso.

Main Street

Band on Main Street

Dali fomos para o Magic Kingdom, a "Disneylândia" pura, com paradas, a Avenida Principal, o castelo das princesas ao fundo. O ambiente, esse, continua mágico. A secção chamada "Tomorrowland" parece mais "Yesterdayland", mas mesmo assim tem atracções novas e as antigas continuam a ser divertidas.

(Aqui entre nós, a senhora que ia atrás de mim na Space Mountain soltou um só grito... contínuo, do princípio ao fim da viagem.)

Fun!

Look, it's a quilt!

The castle, by day

O dia foi muito bem passado, entre passeios, ilha do Tom Sawyer, casa assombrada, a casa da família Robinson (com uma colcha de retalhos na cama), os cortejos (que continuam a ser contagiantes) e o melhor de tudo, mas bonito mesmo, emocionante mesmo, foi o fogo de artifício, a rebentar ao som de canções da Disney, atrás do castelo das princesas.

Tomorrowland in Magic Kingdom, Disney

Castle in Magic Kingdom, Disney, Orlando

Tal como o nome promete, foi mágico. E de barriga saciada de magia, voltámos para o hotel para o mais que merecido descanso.

Fireworks in Magic Kingdom, Disney, Orlando

Tenho mais fotos aqui. E mais relatos para breve!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Flórida

No Panamá, os feriados concentram-se praticamente todos no mês de Novembro. Pura coincidência, já que não programaram as suas independências de modo a ter mais feriados seguidos. O que acaba por acontecer é que se geram umas mini-férias, por muitos tidas como o início não-oficial do "Verão".

(Abro parêntesis para dizer que a estação seca, que por acaso até é no Inverno, acontece entre Janeiro e Março e é precisamente neste período que se dá o período de férias escolares. Fecho parêntesis e volto ao relato.)

Nós decidimos aproveitar como temos aproveitado muitos dos passeios que fazemos: abrimos a página da Copa, a companhia aérea local, irmã da United-Continental, e vemos que promoções há. Assim fomos parar à Flórida, primeira etapa desta viagem. Aproveitámos para visitar (e eu, para conhecer) um tio do Príncipe. Acho que lhe podemos chamar Real Tio, com todo o carinho e admiração, que ele merece isso e muito mais.

Alugámos um carro em Orlando e rumámos a Venice Beach. Desconhecia por completo a geografia da Flórida (vá, algo sabia), por isso foi com surpresa que vi a paisagem sub-tropical que têm, com um mar azul a perder de vista e um céu azul que no Panamá raramente vemos.

Siesta Key, Florida

Siesta Key, Florida

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Perto de Venice, localiza-se Sarasota (houve alguma dificuldade em aprender este nome, até porque lá para cima há uma chamada Saratoga. Estão a ver a confusão) e ali perto uma praia maravilhosa, no golfo do México, chamada Siesta Key. Esta praia tem várias particularidades, uma delas (a mais importante para muita gente) é que tem a água muito quente. Mas a outra, mais surpreendente para mim, foi o facto de a areia ser em pó e, mais ainda, ser fria. Fria, com o sol a pique, na Flórida. Fria. O que nos explicaram foi que por ser muito branca não absorve a energia térmica do sol, reflectindo a radiação. E que me dizem disto? Só posso dizer que foi algo extremamente inovador não ter que ir a correr, em bicos de pés, pela praia fora até chegar ao mar.

Venice é uma cidade adormecida que vive a sua época alta durante o Inverno. Enquanto que mais a norte se vive com nevões e muito frio, a Flórida goza de um clima muito temperado. A temperatura desce um par de dias por ano, e acender a lareira na passagem do ano é um evento. Na avenida principal têm jardins, lojas e restaurantes.

Venice, Florida

É lá também que se localiza a estação de correios (de onde enviei uma encomenda para a minha Tia C.) e esta sapataria. Atentem na montra:

Look! Fly sandals in Venice!

Vêem?

Outro evento local é ir ver o pôr-do-sol ao pontão. É realmente maravilhoso:

Sunset in Venice Beach

Depois de dois dias na costa ocidental da Flórida, voltámos a Orlando para uns dias de Disney e Universal. Mas isso fica para outro post.

Mais fotografias aqui.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pelas ruas do centro

Santa Ana, #pty

Santa Ana, #pty

Calidonia, #pty

Calidonia, #pty

In the taxi. #pty

Na sexta-feira passada fui ao centro comprar tecidos. Não foi uma viagem sem incidentes, já que o que queria comprar parece ser oro en polvo, expressão nicaraguense que me ensinaram e que designa aquilo que é um verdadeiro tesouro. Pois é, caros leitores, eu queria comprar... fibra polar. Sim senhores, fibra polar para as mantas de inverno do abbrigate*. Eu não sabia, porque foi precisamente no Panamá que comprei fibra polar da última vez, mas aqui, o polar é mais raro que os dias de céu azul e encontrá-lo foi uma verdadeira odisseia.

Em 8 das 10 lojas que visitei, tentaram convencer-me de que o que eu queria mesmo era feltro, e de que era exactamente a mesma coisa. Dei-lhes a tocar a amostra que tinha, e nem mesmo assim as vendedoras se convenciam do que lhes dizia.

Numa das lojas que visitei, farta já de ter vendedoras que nada percebem, nada sabem, e ainda por cima dão informações erradas, pus-me à procura e encontrei um rolo inteirinho de polar, em tamanho suficiente para cobertores de cama. Fui chamar a vendedora, que me disse que era feltro. (Não era. Era polar.) Que sim, que era, e que comprasse de outro rolo que ali estava em exposição. E eu que não, que não era a mesma coisa, ora que tocasse e comparasse (nem isso funcionou).

Depois disse-me que não podia ser, que aquilo era o depósito e que aquele rolo não estava à venda. Relembro aqui que a este ponto já tinha estado em oito lojas diferentes, com respostas a variar entre o no le sabría decir e o não directo. A frustração, a este ponto, já era grande.

Nem vale a pena contar o resto: o que é certo é que eu não comprei o polar, zanguei-me com as vendedoras, que não me atenderam como deviam nem se deram ao trabalho de olhar para mim nos olhos. Não interromperam o que estavam a fazer nem nada. Saí da loja a insultá-las mentalmente, mais à falta de cortesia no serviço. Mandaram-me a outra loja da cadeia sem sequer ligarem para lá a ver se tinham a mercadoria!

Finalmente, na última loja - e não, não era a da outra cadeia - encontrei o último rolo de polar. Esgotei o stock e não foi com surpresa que ouvi que não devia vir mais, mas que também não me sabiam dizer ao certo (nunca ninguém sabe dizer nada ao certo).

As fotografias que vêem acima são detalhes que fui encontrando enquanto procurava o que queria. Adorei descobrir pequenas ilhas de beleza no meio da cidade deteriorada e cada vez me convenço mais de que, em algum momento da história recente, esta cidade deve ter sido bonita.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fim-de-semana em San Blás

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A primeira vez que fomos a San Blás fazer um cruzeiro foi para celebrar o meu aniversário, em Fevereiro de 2011. Em plena estação seca, o que se espera é céu limpo e sol glorioso e inclemente, dependendo da hora. Outubro, em contrapartida, é o mês mais chuvoso de toda a estação húmida, o que nos deixou ligeiramente inquietos. Sete passageiros, dois tripulantes e chuva? O barco ficaria pequeno para todos...

A partida da cidade, na sexta-feira, não augurava nada de bom: a chuva torrencial com nuvens muito baixas fizeram-nos temer o pior. Em contra-relógio ultrapassámos o trânsito das portagens, o êxodo de fim de dia e lá fomos nós, estrada fora, até à viragem para a reserva Kuna. Daí até Cartí, porto onde deixámos o carro e apanhámos uma lancha, foram 40km de estrada cheia de curvas, sinuosas subidas e descidas e pedaços de pavimento desabado ribanceira abaixo.

Conseguimos passar a fronteira ainda moderadamente a horas e, no porto, o nosso duo lá nos esperava com a lancha pronta.

Daí foram mais uns trinta, talvez quarenta, talvez cinquenta minutos até ao veleiro que nos esperava. Jantar pronto, foi o momento de conhecermos o barco e sabermos como funcionava a casa de banho, as medidas de poupança de energia e de água potável e confraternizarmos.

Na ilha mais próxima decorria uma festa de anos, mas o nosso grupo de sete ficou em conversa até tarde. Como nos disseram na primeira vez que fizemos um cruzeiro em San Blás, as nove da noite são a meia-noite dos marinheiros. Deitei-me de "madrugada", portanto. Mas dormi bem, embalada pela ondulação.

Sábado amanheceu maravilhoso, esteve maravilhoso, até ao inevitável aguaceiro da praxe. As vistas foram e são lindas, as raias vieram visitar-nos e o sol - quando apareceu - não deu tréguas.

Domingo foi o dia de regresso - e um fim-de-semana de apenas dois dias pareceu-se mais com umas mini-férias.

E hoje estamos de volta ao trabalho. Para regalar a vista, vejo as fotos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aprender por correspondência

Há uns meses atrás tive a sorte e o privilégio de ser escolhida como "cobaia" para um e-curso, chamado Media Moxie, que versava sobre como contactar a imprensa, dado por uma Relações Públicas exclusivamente dedicada a negócios independentes (olá abbrigate*).

Brigitte Lyons, a nossa fantástica professora, explicou-nos como eram as redacções, tanto da imprensa escrita como da rádio e da televisão. Depois levou-nos, passo a passo, até à escrita do pitch, o e-mail que é enviado ao repórter responsável pela secção na qual queremos que o nosso produto figure. Quando chegámos ao fim do curso, escrever esse texto foi, realmente, a coisa mais simples.

Cheguei então à conclusão que o método se aplica a muitas outras coisas, como por exemplo, e dentro da minha actividade profissional, a contactar potenciais clientes. Desde então que leio com atenção a newsletter que envia, e confesso que já senti que estava a escrever exclusivamente para mim e para um problema que estava a ter naquele momento (sim, ela é fantástica; e não, os meus problemas não são originais).

Esta semana, Brigitte Lyons organizou uma conversa telefónica com uma outra figura importante do mundo da motivação e negócios no feminino, de seu nome Tara Sophia Mohr. O tema da conversa era como recuperar a "voz". Brigitte convidou os assinantes da sua newsletter a assistir, através de conferência telefónica. E eu assisti.

Aqui neste computador éramos duas (olá C!). Ouvimos atentamente e tirámos  notas. No final, apesar do pouco tempo para trocar impressões, notámos que  o bichinho ficou.

Todos sabemos que existe um fosso gigantesco entre o empreendedorismo norte-americano e o seu congénere português: enquanto que no lado americano se acredita genuinamente que cada indivíduo tem um talento especial e único, na cultura empresarial portuguesa isso não acontece.

Muito interessante na conversa foi como Tara Sophia Mohr partilhou o processo para voltar a escrever, depois de um longo hiato de sete anos. Conta ela que acredita terem sido a educação e o peso da academia os responsáveis por essa paralisação; conta também que só quando percebeu que não devia escrever para os outros, mas sim para si própria, que descobriu o seu potencial - e, paradoxalmente, a forma de ajudar os outros. Interessante, não é?

(Editado para adicionar o link para a gravação da conferência.)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quem ajuda?


O projecto-desafio do padrão diário, do qual aqui vos falei, terminou com o mês de Setembro. E agora, caríssimos leitores, preciso da vossa ajuda. Quero escolher um para imprimir em tecido. A votação já está a decorrer no facebook, vamos abri-la aqui também na caixa dos comentários?

sábado, 29 de setembro de 2012

We're in Panama, issue 28

Aqui está ela, a zine de Setembro! Quem acompanhou o projecto dos padrões no meu blog de trabalho não vai achar estranha a temática. A verdade é que, apesar de adorar este projecto-desafio, também me ocupou não só muito tempo como também muita disponibilidade mental.

As caminhadas na floresta tropical são uma imensa fonte de inspiração: as folhas, de todas as formas e feitios, têm mundos lá dentro à espera de serem descobertos. Vistas de longe, têm formas vagas; à medida que nos aproximamos, vemos o seu recorte. Na mão, vemos o mapa dos seus veios. Nem imagino a beleza que será a sua imagem ampliada.

Espero que consiga transmitir um pouco deste meu encantamento com o número vinte e oito da zine.

Ah, e não se esqueçam de assinar a minha newsletter. Juro não vos bombardear com mails - mando apenas uma por mês.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Urgente

Caros leitores e amigos visitantes, por favor, não esperem nem mais um instante e leiam isto. Já. O Pedro Aniceto esteve lá e conta o que viu. Não deixem para daqui a bocado. Tem de ser já.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pelos caminhos de Paitilla

On my walk home I look up. #pty #panama

Sempre que vou abrir a minha caixa postal na estação de correios mais próxima, faço um pequeno passeio por uma das poucas zonas da cidade que conta com passeios nas ruas. Às vezes estão cobertos de lixo, ou de carros, mas a maioria das vezes a caminhada é bastante tranquila e agradável, cheia de palmeiras de várias formas e feitios.

Hoje, enquanto caminhava para casa, encontrei estes sinais.

NO PASAR #pty #panama

Ao lado, e para o caso de terem restado algumas dúvidas sobre o significado da placa anterior, estava esta:

Por si no fue claro la primera vez. #pty #panama

Agora já sabemos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Várias actualizações

Os dias panamenhos continuam muito preenchidos de trabalhos, ilustrações e mais actividades, por isso ando atrasadíssima nas actualizações.

It's Summer... and Winter!

Primeira actualização, a zine de Agosto já está no ar (há uns dias...!) e está aqui, disponível gratuitamente, como sempre.

Segunda actualização: durante o mês de Setembro estou a publicar um padrão por dia no meu blog de trabalho. Querem ir lá espreitar?

Terceira actualização: a convite do "On the side project", conto aqui a história do nascimento do abbrigate* e também da zine. Podem ler o texto completo aqui. 

Até breve, espero...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Paralímpicos

Tenho seguido com muito interesse os resumos diários que aqui dão dos Paralímpicos e, na minha opinião, estes jogos é que deviam ser o centro das atenções, não os Olímpicos.

Por alguma razão, valorizamos muito mais os jogos em que os atletas - com todo, todíssimo o valor que têm - têm todas as partes do corpo, vivem profissionalmente do desporto, com mais ou menos apoios. Os atletas são estrelas porque acumulam medalhas, músculos, recordes. O sonho do amadorismo? Esse já foi.

Eu não sou excepção: também gosto muito de ver as provas olímpicas e comento-as, qual treinador de bancada. Mas cansa-me muito todo o burburinho mediático à volta da missão, dos atletas-estrela, dos atletas que tiveram um mau dia e que, de repente, são péssimos e não defenderam as cores nacionais. Enfim, sobretudo estou cansada da telenovela gerada à volta do desporto, durante 15 dias, para depois se perder à sombra do futebol durante quatro anos.

Com os Paralímpicos, as coisas são muito diferentes. Será porque as pessoas são deficientes, lhes falta uma perna ou um braço, são invisuais ou sofreram um acidente ou... simplesmente têm um aspecto diferente, como que incompleto. Resumindo, estes jogos não têm a metade da exposição mediática que, na minha opinião, mereciam.

Digo isto porque de cada vez que vejo como é que o ser humano se adapta às dificuldades (ver provas de salto em altura com atletas amputados, por exemplo), se supera a si e a todas as limitações que nos auto-impomos, aí eu acho que aquelas é que são as verdadeiras estrelas.

O espírito humano não tem limites, e creio que isso é muito mais visível nos Paralímpicos que nos Olímpicos.

Para além do engenho humano a resolver problemas, seja com cadeiras de rodas adaptadas seja, simplesmente, a saltar ao pé coxinho em direcção à sua meta, a outra coisa que deveras me impressionou foi ver as cerimónias de entrega de medalhas. Não vi todas, mas todas as que vi tiveram algo que me deixaram com pele de galinha: os atletas paralímpicos estavam genuinamente felizes por ali estar e abraçavam-se uns aos outros, sobre o pódio. Em contrapartida, nos olímpicos, salvaguardando alguma eventual excepção que desconheço, o clima sobre o pódio costuma ser de individualismo puro: um atleta bate o outro e fim da história.

Vivam os atletas, vivam os atletas paralímpicos, e que alguém por favor, os convide a falar em público para nos explicarem onde, como, quando arranjam forças para se superarem assim.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Domingo tropical

Domingo tropical #panamá

Domingo tropical V #panamá #gamboa

Domingo tropical VI #gamboa #panamá

Domingo tropical VI #panamá #gamboa

Domingo tropical VIII #panamá #gamboa


A inspiração para escrever sobre os dias panamenhos tem sido pouca. Felizmente, o dia de ontem pôs-me em contacto com o Panamá lindo, tropical e rural. Fomos a Gamboa, área a uns 40km da capital que fica à beira do lago Gatún, parte do canal. O cenário é bucólico e a tranquilidade só é interrompida pelas tempestades que, quando caem, não passam despercebidas.

Ficámos com vontade de voltar para explorar o Parque Nacional Soberanía e também os vários trilhos que lá existem, bem no meio da selva e aqui tão perto de casa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rosa Roseira II

It's alive!

:)

In full bloom. :)

Quem diria que de uma singela rosa sairia uma série de fotografias. #rosa #panamá

Sei que me repito e que já viram esta rosa em botão. Mas gostei tanto de fazer esta sequência que tenho de a partilhar aqui.

(Nota: as fotos foram tiradas mais ou menos à mesma hora de quatro dias consecutivos.)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Retratos

I'll be embroidering this fabulous portrait my 7yo niece made of us. :)

And this is me. :)

Uma artista linda cujo nome não vou revelar (nem, de forma nenhuma, não insistam!, a relação de parentesco que nos une) fez, durante as férias em Portugal, retratos nossos. Passarão para a posteridade em forma de bordado, nas fronhas que comprámos para renovar as almofadas do sofá.

O retratado, com barba na cara e uma t-shirt do Flash Gordon, e a retratada, com os seus sinalinhos em cima dos lábios, estão contentes, contentes por terem mais uma peça da dita artista.

(Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, não se nota nada, nadinha!, que sou uma tia babada, pois não?)

Rosa Roseira

It's alive!

De volta ao Panamá, dedico-me a reatar a amizade com as plantas e flores da varanda que, durante a minha ausência, ficaram muitíssimo bem entregues ao cuidado de amigos-jardineiros de várias idades (e estaturas).

As espécies que requerem rega diária ficaram dentro do duche, com aguinha nos pés. A intensidade da luz é mais baixa que no quotidiano, mas a rega é constante. Daí que muitas delas venham rejuvenescidas desse spa, nascido de um erro de construção, que impede que a água do duche escorra ralo abaixo e forme uma bonita piscina.

Esta roseira, por exemplo, estava muito triste quando me fui embora; quando voltei, estava verdinha e viçosa. Depois de uns dias no exterior, já tem um botão a nascer.

E a minha faceta de jardineira amadora vibra de alegria.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Férias em Portugal

#lisbon

My favorite view. #lisbon

Catching up with friends. And the view. #lisbon

Wedding with a view. #lisbon

#lisbon

#Algarve, #portugal

Já com saudades. Cantina escolar em Armação de Pêra, #algarve, #portugal

Praia da Vieira, #portugal #nofilter

Em #Fátima, #portugal


Os dias em Portugal passam tão depressa, o que é uma pena. O tempo não chega para tudo o que há para fazer, amigos e família para ver. Não chega para todas as brincadeiras que tenho guardadas para as minhas sobrinhas, nem para todos os mergulhos, castelos e corridas de caricas. Não chega para todo o peixe e todas as amêijoas que me apetecem, para compensar a ausência prolongada.

Mas o que vi, o que brinquei, o que comi - foi tudo muito bom.

(A propósito, pode interessar-vos ler o post que publiquei no Portugalize.me, na altura das férias.)

Agora, resta-me olhar para as fotografias, babar com o céu azul e o mar sem fim, já para não falar nos castelos e nas Princesas que neles habitam, as tranças, os tremoços, os percebes e o cozido à portuguesa que a minha Mãe fez.

Até breve!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Que ausência!

We're in Panama, issue 26

Foi uma ausência prolongada, esta. Tão prolongada que nem deu para partilhar aqui a zine de Julho. Como mais vale tarde que nunca, aqui está ela. Já a de Agosto... essa vem a caminho! Mais histórias para breve.