O Vale de Antón é conhecido pela sua relação com a montanha; e onde há montanha, há trilhos.

Saímos de perto das hortênsias lindas e metemo-nos na floresta, trilho do Chorro del Macho acima. Subimos, subimos, subimos...

...atravessámos pontes suspensas sobre pequenos riachos...


...e depois descemos:

No dia seguinte - para gastar as calorias da refeição de Sábado - fomos fazer o trilho da Índia Dormida, uma cadeia de pequenas montanhas que parece, tal como o nome indica, uma índia deitadinha descansada. Disseram-nos que estava indicado e que não havia como perder-se, de maneira que lá fomos.
Subimos, subimos, subimos...

...e passámos por quedas de água:

Quando já estávamos bem alto, ainda estávamos a meio. Descansámos aqui:

...e vimos que o cume ainda estava ali:

Loooonge! Estava uma senhora também lá sentada, à espera de um sobrinho. Contou-nos que fazia o caminho todos os dias, três vezes: para acompanhar os filhos à escola, que tinham horários desencontrados, demorava cerca de meia hora para cada lado. Nós já tínhamos uma hora de subida.
A "recta final" do trilho tinha muito pouco de recta:

Era uma ladeira estreita, inclinada e coberta de pedras escorregadias. Mas o esforço valeu bem a pena, porque a vista de lá de cima da cabeça da Índia é muito bonita:


Ainda fomos até ao mamilo da Índia...

...onde demos os tradicionais saltinhos:

Ainda lá em cima, começou a cair uma chuvinha tímida. Foi engrossando, engrossando, e a meio o caminho já estava mais parecido com um rio que com um trilho.

Chegámos ao carro totalmente ensopados de borrego; foi toda uma missão descolar com êxito a roupa encharcada, secar-nos e vestir a última muda seca que tínhamos.
