quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Converseta

Ontem entrei na farmácia aqui da esquina para comprar um par de coisas que precisava. O farmacêutico começou a aviar o meu pedido, entre muitos sorrisos. Pensei que teria coisas nos dentes - não é inédito - ou estaria mal vestida, pois vinha do ginásio. Pergunta-me:

- Disculpe, señora, que le pregunte: usted no es de acá.

Não, realmente não sou, não, sou portuguesa.

- Ah, de Portugal! Tamaña belleza no podía ser de acá.

E é isto. Vai uma pessoa à farmácia e tem o farmacêutico, com idade para ser meu pai, nestes delírios.

11 comentários:

Mariana Ramos disse...

Ai os farmacêuticos porteños!
Onde é que já se viu?
Pelo menos não é tão antipático como o mais velho da farmácia aqui da rua, que nos responde sempre com sete pedras na mão. Enfim, feitios...
É claro que eu, como mãe, fico muito orgulhosa de "tanta belleza".
Beijinhos
M

Billy disse...

Mãe, tu não és a pessoa mais idónea para falar sobre a beleza das tuas filhas! Mas obrigada na mesma. :D

Da próxima vez que o farmacêutico for chatinho, conta-lhe dos argentinos! Ou então muda de farmácia.

Bau disse...

E as irmãs, podem falar da beleza das irmãs??? :)
Mas olha, que experiência tão exótica e contável às futuras gerações de RR's!
"Sabes, quando eu era jovem... a minha beleza ressoava do lado de lá do Atlântico!"
Não sei qual é o farmacêutico de que falam! É (aqui que ninguém nos ouve) aquele mais alto?
Agora lembrei-me de um episódio deste Natal. A C1, nos seus comentários de grande ponderação (estão a ver a cara?) diz-me assim: "Bau, cantas mesmo bem! Não és muito bonita, mas cantas muito bem!"
Isto para dizer que nem deste lado do Atlântico a minha beleza ressoa... :)

Billy disse...

Bau, esse comentário da C1 é muito delicioso. Desconfio que comigo nem a cantoria a convence! :D

Mariana Ramos disse...

Quanto a farmacêuticos, por aqui, estamos contados.
Imaginem que hoje, no regresso da escola da C1, entrei na farmácia da rua dos Navegantes. No início, estava uma cliente e nenhum empregado. Depois, entrou um empregado, jovem, com as mãos cheias de medicamentos que eram para a cliente em espera. A seguir, entrou outro, mais velho (diria mesmo na andropausa), com um papel que carimbou e foi-se embora.
O rapaz, simpaticamente, continuou a falar com a sua cliente, que me pareceu habitual, e em dois
/três minutos não voltou o outro.
Eu e a C1 viemo-nos embora.
Neste caso, até teria apreciado que um dos farmacêuticos me tivesse falado na minha ausência de beleza...

alcinda leal disse...

Billy
O que te tenho dito das alterações que fizeste ao teu visual?
Eu que nem sou farmacêuticO, nem sexo oposto já tinha feito esse piropo!!!!
Às vezes pequenas alterações realçam o que já lá está, e isto é válido para todo o auditório!!!
Beijinhos
Alcinda

fungaga disse...

Bem, isso não abona muito a favor das belezas argentinas, pois não? Sem desprimor para as portuguesas, claro está...

MAR disse...

Eu partilho, tenho cá para mim que não sou de intrigas, o farmacêutico com a tua mãe. Se não é o mesmo, é o da farmácia ao lado, mas que é igualmente antipático... de tal maneira, que passei a ir a uma em frente ao meu trabalho, na qual - Graças! - são simpáticos (mas sem piropos;-)... e até tenho pena, d evez em quando sabem bem, não ???:-)))

Billy disse...

Fungagá, pois é, tens razão. Mas é falso, as argentinas são muito vistosas.

MAR, desconfio que é bem possível que "partilhes" (com umas grandes aspas, sempre quero saber de que partilhas falas tu!! ;) ) o farmacêutico com a minha mãe.

Bruno Silva disse...

Avise o farmaceutico que o problema das argentinas não é a beleza, mas sim a HISTERIA! Doidas varridas essas porteñas.

Beijo!
Bruno Silva
http://ladobdocassete.com.br

Billy disse...

Bruno, não posso deixar de concordar contigo! :D